
O sétimo sentido que céticos como esse escriba possui manda que fiquemos bastante alertas quando pessoas "do mundo", que não tem interesse algum em exegese, aplaudem palavras ditas em eventos destinados à comunidade evangélica - como o caso da mensagem da pregadora Helena Raquel, cujo final ecoou de forma contundente para fora do arraial dos Gideões Internacionais.
Pena que foi só o final, a "lacração involuntária" em cima "duzomi", que ecoou de fato.
Edificação genuína, aquela que aquece os corações e levanta os eventos?
Muito pouco. Quase nada, na verdade.
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Antes de tudo, minha opinião pessoal sobre o assunto: abusadores, pedófilos, estupradores e agressores de mulheres merecem as penas da Lei e a exclusão do rol de membros de qualquer Igreja séria. Quem é comprovadamente culpado de tais atos precisa voltar aos catecúmenos para aprender novamente valores como amor sacrificial (que deveria ter desde o princípio) - e deveria reiniciar a vida longe da família de origem, já que traumas não se curam somente com palavras de arrependimento.
Dito isso, tenho um princípio que guardo para mim, e que aplico à risca em casos como esse: olhar bem quem está apoiando esta ou aquela postura dentro da comunidade cristã.
Se aquela feminista crente urra de contentamento quando uma mulher ousa falar contra "uzomi" dentro de um evento para o qual foi convidada (e cujos diretores deviam saber o que estava fazendo), apoiada pelos mesmos grupos de pessoas que berram horrores quando um pastor conservador "se omite" por motivos de foro íntimo (relacionados, inclusive, com os crentes que pastoreia)...
... se este cenário, o dos liberais teológicos disfarçados que só sabem "lacrar" no meio cristão, se configura, a única palavra que meu cérebro consegue processar é...
"FUJA!"
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FUJA... de quem acha que a Igreja é o único lugar no qual existem pecadores. Sim, o "mundo" tem divulgado isso - mas, não custa lembrar, é mais fácil para uma mulher oprimida encontrar amparo e proteção dentro das comunidades evangélicas que no mundo "laico" das ONGs e do Estado.
FUJA... de quem acha que disciplina é cancelamento, principalmente pastores "machinhos" que dizem chamar o MP para levar agressores para a cadeia, mas nunca viram um pessoalmente.
FUJA... mas FUJA MESMO... de quem se aproveita de pregações contundentes (e necessárias) para "lacrar" e xingar os que insistem que a Igreja deve "cancelar" as pessoas - e não salvá-las.
FUJA... da aparência do mal, principalmente.
Mas também FUJA da aparência do bem, que se disfarça de boas intenções, e que ignora 1:30h de mensagem para focar-se apenas na profecia da missionária, nos seus 5 minutos finais.
Até porque, ao final, o que importa para a maioria, sedenta pelo mais do mesmo que nutre os corações dos crentes todo domingo, é o de sempre:
"cadê Bíblia?
cadê Palavra?
cadê o que alimenta nossa vida espiritual?".
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P.S: Tem como criticar muita coisa do que foi dito por Helena Raquel... o evento em baixa (muita gente falou nisso em podcasts), o ataque "genérico", o apoio de "lacradores" convictos e liberais teológicos, verdadeiros lobos em pele de cordeiro...
Troquem o disco, senhores, no Brasil do filé de frango à parmegiana (feito para atender as necessidades das pessoas) não existe como usar este argumento sem cair no vazio...
