8.1.16

Para pensar

"Os homens prudentes sabem sempre tirar proveito dos atos a que a necessidade os constrangeu." (Maquiavel)

16.12.15

Prosa


Considerações sobre o amor

Quando se pode dizer “Eu te amo” ? Difícil responder, ainda mais quando não se tem idéia dos desafios que um relacionamento pode trazer as pessoas. Mas, se é difícil responder, mais fácil seria deduzir o que leva duas pessoas a se olhar, se atrair, se querer bem e, finalmente, tornar esse compromisso puro e sincero.

Se perguntarmos a um casal já idoso como conseguiram chegar até aquele ponto “vivos”, por assim dizer, ambos responderiam, com certeza: “Amor”. Mas será que é só isso? Vejam bem, a cada momento de nossas vidas passamos por mudanças em ambas as partes, que fazem com que tudo em nossas vidas mudem - mesmo instituições que são consideradas extremamente estáveis, como o casamento. Assim, pode ser que, a cada momento de suas vidas, tanto o homem como a mulher tenham adaptado esse amor àquela situação e tenham firmado uma estabilidade que, se sobreviver a uma geração, fatalmente fará com que esse relacionamento seja forte, não como uma paixão avassaladora e passageira, mas como uma relação de profundo respeito e dignidade, passando por uma amizade que soube sobreviver aos tempos.

Dizem que o casamento é uma instituição falida - mas a Rua São Caetano ainda está lotada de vestidos de noiva, que vendem muito bem. Dizem, ainda, que no mundo de hoje não há lugar para o amor - mas as histórias românticas ainda fascinam a muitos, e as músicas que falam de amor sempre disparam nas paradas de sucesso. Sinceramente, não sei se o mundo vai mudar muito até termos filhos e netos, mas que o amor continuará, isso é uma verdade universal. 

E sabe por que?

Porque o amor, em qualquer tempo, soube se adaptar a todas as sociedades e costumes, a todos os povos e a todas as mudanças que aconteceram, em qualquer geração. Quando amamos alguém, não estamos somente procurando alguém para dizer “Eu te amo” - estamos procurando uma pessoa que nos ouça como amigo nas dificuldades, que nos ajude a nos levantar nos momentos difíceis, que nos dê carinho e afeto quando precisamos e - porque não? - que nos dê forças para que possamos realizar nossos sonhos e vencer como pessoas dignas - e a soma de tudo isso é o que podemos chamar de amor.

O amor não pode ser medido, e portanto não pode ser descrito facilmente. Só o que sabemos é que, quando sentimos o coração bater disparado ao ver tal pessoa, quando conversamos com ela e nos sentimos livres dos nossos problemas interiores, quando o carinho que recebemos e damos à essa pessoa é o que precisamos para poder viver, enfim, quando podemos nos completar interiormente ao estar com uma pessoa, é quando podemos perceber que amamos essa pessoa - e para que isso aconteça não é necessário que alguém sequer diga a frase: “Eu te amo”.


fps, 27/10/95

5.12.15

Poesia



"Vou ser bem sincero. 

No fim de tudo,
dá vontade de sumir no mapa,
esquecer,
parar de sofrer.

Ninguém se importa, mesmo."

FPS, 01:00, 05/12/2015

19.11.15

Poesia

Oh, mundo maravilhoso,
tão pequeno em sua grandeza
e de tão grande natureza.

Mulher, digna da beleza - e da admiração.

Admirá-la, 
sonhá-la, 
cultivá-la, 
conquistá-la.


Desejo. 
Vontade.
Obstinação.

O sonho de uma geração.

fps, 28/08, 17:00

25.10.15

Reflexão sobre o ENEM mais difícil da História ...

Todo mundo falando, então ... porque não eu?Muitos aqui e no Twitter falando sobre a redação do ENEM, mas pouca gente...
Posted by Fábio Peres on Domingo, 25 de outubro de 2015

20.10.15

Poesia: Nasce uma família



O meu filho é uma gracinha,
ele é um cuti-cuti.

Quando eu chego, ele chuta
gunguna, sorrindo: "toot!"

Sonhos são sonhos, 
vidas passadas,
presente e futuro,
um bombom.

Sorrisos ... flores ... ursinhos ... carinho ... pequeno.

Príncipe ... mel ... balaclava ... fonte ... de luz ... coração.

Verdades no ar,
em uma doce canção.

Gemidos soltos.

Um pai que nasce.
Uma mãe que se revela.

Um berro.

...

O meu filho é uma gracinha,
ele é um cuti-cuti.

Quando eu chego, ele chuta
gunguna, berrando, 
gemendo de dor,
chorando de amor, 
gritando, explodindo, vivendo.

Quando eu chego, ele chuta.
E sorri.

E gunguna.

"toot!"

fps, 21/08, 16:15

4.10.15

Para pensar

"Tive a oportunidade de entrevistar Haddad brevemente na SciencesPo e propus ao prefeito um debate que me parece...
Posted by Fábio Peres on Domingo, 4 de outubro de 2015

14.9.15

O fracasso de Haddad, os "pilotos automáticos" e o cidadão-consumidor

Kassab e a proibição dos fretados, diminuição da velocidade, Cidade Limpa, o fim do sossego do centro imposto pela Virada Cultural.

Haddad e as ciclovias, ciclofaixas, faixas de ônibus que não transportam direito (graças ao aumento das baldeações), ocupação simbólica do Centro pelo povo da "esquerda Vila Madalena".

Redução da velocidade. 50 por hora. Todo mundo reclamando.

Todo mundo reclamando. Todo mundo de carro. Todo mundo prometendo trocar o prefeito.

E se esquecendo de que nada vai mudar, se trocarmos apenas um petista por um tucano.

...

Sim, nós elegemos esses caras, tucanos, petistas ou "outra coisa". E os erros não vem só dos políticos, que são eleitos falando que vão resolver tudo e mais um pouco nessa cidade caótica.

Ocorre, porém, que logo depois da posse eles passam a ser assessorados por gente que acredita que uma cidade como São Paulo tem que ser transformada à força numa "cidade ideal", que não é aquela na qual seus cidadãos vivem, e que fica se envergonhando de que a MAIOR CIDADE DO HEMISFÉRIO SUL não é uma cidade-modelo para o mundo.

Esse pessoal, que pretende tornar São Paulo numa eterna "cidade-laboratório", é que está, por trás de toda decisão tosca da cidade nos últimos 12 ou 16 anos, desde o Cidade Limpa (que tornou SP na 9ª cidade mais feia do mundo!!!) até os corredores sem critério, passando pelas ciclofaixas de domingo, o Controlar, o "tombamento forçado" do Cine Belas Artes e outras imbecilidades que são feitas por PT ou PSDB só para agradar os jornais e revistas que "os apoiam". 

...

E, entenda, digo PT OU PSDB porque ambos os partidos tem se mostrado cheios de amebas na arte de governar uma cidade que precisa, mais do que nunca, de políticos que façam políticas para o cidadão, e não contra ele. Não adianta tirar o partido X, Y ou Z do poder se não mandar desinfetar a administração de gente que não ajuda o cidadão comum a ter prazer em andar em São Paulo, cidade muito maior do que aqueles que a administram.

De gente que, tal e qual o "piloto automático" do filme Wall-E, vai lutar para manter o padrão de conduta da administração pública, qualquer que seja o prefeito.

E impor à gigantesca cidade o padrão de uma Amsterdã. Perfeita, na essência, mas pequena. E, acima de tudo, PLANA.

Ou de uma Nova York na qual Bloomberg fechou a Times Square, botou ciclovia em Manhattan ... só para constatar o fracasso de sua empreitada, que não vai ser criticado no The New York Times.

...

Não pensem que não existem pessoas que estão satisfeitíssimas com a atual administração. Essas são as mesmas que lamentam que o cidadão de São Paulo não queira persistir com a humanização da cidade, em direção a um futuro supostamente mais civilizado.

São pessoas que escrevem textos como esse, nos quais o maior lamento é pelo povo, ingrato com a "superadministração" atual. Diz ele:

"Haddad é um choque para SP. Um choque de modernismo para o qual a cidade não estava mentalmente preparada. Numa cidade em que se fala apenas do indivíduo, ele pensou no coletivo. Numa cidade em que as pessoas se enxergam como consumidores, ele nos tratou como cidadãos. Pagará o preço por isso no ano que vem."
...

De fato, Haddad pagará o preço por sua "impertinência". Há um ponto, porém, no qual discordo de quem escreveu esse texto: não foi o petista que começou a tratar o paulistano como um "cidadão".

Foi Kassab, no segundo mandato, que inventou de dar ouvidos aos que acreditam que a cidade de São Paulo deveria ser transformada em um modelo de conduta e civismo, esquecendo-se de que a grande maioria dos que moram nesta cidade obedecem a uma dinâmica própria, de trabalho, estudo e família, na qual as distâncias são longas, o tempo é curto e a paciência, cada vez menor.

Não se pode confundir o Centro boêmio e a Paulista "de todos os povos" com os bairros da Zona Leste carente, ou do extremo Sul dos negócios - e que, cada vez mais, vai controlando o dinheiro da cidade. Se há tempo para alguns se divertirem, pois podem viver em uma parte da cidade que funciona, para outros as necessidades jogam o cidadão para a comodidade do carro, a segurança do "shopping" e outras atitudes que podem não ser cidadãs, no sentido europeu da palavra, mas que tem muito a ver com a vocação para o trabalho de quem vive e trabalha por aqui.

Kassab foi "queimado" por querer dar ouvidos aos pilotos automáticos. Haddad também será imolado.

E muitos paulistanos ficarão esperando por alguém que os trate como consumidores. Afinal de contas, eles pagam impostos, e querem serviços, de um Estado que funcione, enfim, para ELES, cidadãos.

...

P. S.: Em breve volto, para falar de outros absurdos dessa grande cidade.

13.9.15

Poesia: Singela oração



O mundo não é mais o mesmo.
Nem eu sou o que um dia fui.

Tenho medo, tenho pena, tenho amor.
Mas, acima de tudo, tenho vontade

De vencer, de ganhar, de sorrir.

De lutar ...


Deus meu, dai-me forças para encarar os desafios que virão.

E não me tire a luz.

Em nome de Jesus.

fps, 13/09/2015, 19:15

10.9.15

Poesia



"num primeiro momento, eu sinto profundo ódio de mim mesmo, do que estou fazendo comigo; depois, como num assombro, quero colo, quero ser digno de pena;
súbito, penso 'que droga, porque eu é que tenho que assumir tudo como um erro meu?'

finalmente, sinto desgosto, e um profundo ressentimento comigo, por não ser corajoso.

não vai voltar ao normal.

- queira deus que não,
uma morte vagarosa é muito pior do que um fim rápido."

fps, 29/07

23.8.15

Mais pitacos do "mal-humorado" ...


Ciclovia trava Paulista, Haddad passa por cima das associações de moradores e decreta: todo domingo a avenida mais formosa de São Paulo será "devolvida à população". E retirada do mapa.

...

Aliás, tudo contra se fechar avenidas nos dias em que a população pode ter o trânsito facilitado. O cidadão que pegava o carro, e ia para longe de casa, não vai abrir mão do conforto.

Ônibus? Metrô? Prefiro ficar em casa, curtindo meu sofá.

...

"No meu tempo bastava um olhar para baixarmos a cabeça, porque a gente sabia que em casa ia ter". Frase dita por pais durões que se adocicaram, e tentam dar aos netos o que os filhos não receberam antigamente.

...

E, em tempo: bate-se mais nos filhos hoje do que antes. Talvez porque os tempos atuais são de contestadores, que não foram castrados pela ditadura dos pais que hoje são avós.

...

Escola da PM? Volte a página, para "colégio militar".

Mas ainda prefiro "escola de aplicação". Ou "ensino técnico federal".

...

"Diva-gar" da Bombril. iFood. Tigre, da "esposa que manda na casa".

Como querer dividir as tarefas de casa de forma eficiente, se homem para o mercado é tudo besta quadrada? Quando alguém der valor ao marido da porta para dentro, me chame.

 ...

Vai melhorar, eu garanto. Até.

15.8.15

Pitacos diversos, em tempos de manifestação



"Coxinhas" saem as ruas no dia 16. "Petralhas", no dia 20. Mas o cidadão comum, este ficará em casa.

...

Projeto da Prefeitura quer mudar nomes de ruas relacionadas à ditadura. Custear as despesas de quem vai ter que trocar todos os dados por causa da mudança, ninguém quer, né?

...

Monotrilho, Sabesp, Osasco. Mas São Paulo, o Estado, não está em crise.

...

Governo Federal: enquanto o comércio fecha as portas, Dilma fecha as janelas do carro. Como os governantes soviéticos, finge que está tudo bem. Até quando, não sei.

...

Marta se mexendo, Russomanno e Datena, até João Doria no páreo. E eu com raiva, porque o Haddad poderia ser tudo de bom - mas preferiu governar para os 2% que não valem nada.

...

Enquanto a cidade estiver nas mãos de gente que conhece mais da Europa do que do boteco da esquina, devemos sentar. E chorar. E esbravejar. E votar em quem expulse os "vendilhões do templo" da Prefeitura.

...

Igrejas não pagam impostos - mas não é isso que diz a lei. Ela fala em "templos de qualquer culto". Budistas tem seus templos, e os terreiros dos orixás também são isentos, assim como os centros espíritas. 

...

Logo, se Cristo pagar imposto, que Buda e Ogum também contribuam com sua cota.

...

E aqui estão meus pitacos. Assuntos esparsos, para o blog não ficar parado - enquanto não arranjo algo para me inspirar e escrever à beça por aqui.

...

Por enquanto é só, pessoal. Volto já. Bye.

12.8.15

Prosa



Luciana

            Nada pode se comparar aos dias em que tive Luciana comigo. Seus olhos, sua boca, o doce andar de seu corpo gracioso passando cantante na areia, em dias de sol - e que faziam este corpo moreno e bronzeado mostrar seu valor, com a brisa do mar cintilando, brincando com o ar, fazendo sorrir seus cabelos bonitos, e longos, e finos, de uma textura agradável aos olhos - e bem mais, ao tocar.

            Oh, Luciana querida, como te quis ao meu lado, sorrindo adoidado, seu corpo “caliente” fazendo em mim tudo aquilo que eu pude - e até o que não podia, já que eu era um louco, um imenso maluco, a te procurar dentro em mim, sem no entanto tentar te encontrar, ou mesmo te entender.

            Reencontrei-a em um bar. Estava alegre, contente. Como sempre, sorridente. Sorria p´ro mar e p´ra vida, sorria bastante, sorria demais, sem cessar. Sorria contente, não sabia o porquê. No entanto seus olhos já não eram os mesmos, pareciam simples sombras do que eu já vira um dia ali.

            Outros homens passaram, e a possuiram, também magoando seu pobre coração. Já não via nela aquela menina, cabelos ao vento, cuja tal beleza espantava os homens e fazia meu corpo feliz. Era agora mulher - uma mulher rebelde, bem mais preocupada, menos preparada para a vida do que aquela que eu já sentia em mim.

            Sentia, naquele momento, a vontade de dizer muitas coisas - o quanto a queria, e o quanto sofri. Mas apenas um tempo, e me veio à cabeça o que tinha que ser.

            Vá então, Luciana. Procure seus amores. Procure os encantos, os novos, os velhos, aqueles que a vida então lhe dará. Não procure em mim aquela tal pessoa que você conheceu - já não és mais a mesma, pois em teus lindos olhos, querida Luciana, só vejo a tristeza de quem já amou - mas que nunca tentou - conhecer os segredos da vida tão linda que temos em nós.


fps, 27/08/1996

5.8.15

Poesia



Corrida contra tudo

Um homem corre na escuridão.

Corre com medo de uma paixão.

Corre com medo de um grande vulcão.

Corre por medo de um dia pensar.

Corre com medo de um dia falar.

Corre sem medo do que há de vir.

Corre, por medo do que há de existir.

Corre, com raiva, com chuva, suor,
corre, fadado a uma destruição,
corre, que corre, num grande infinito,
corre, pois corre de todos também.

Corre, que corre, meu Deus, como corre,
o homem, no meio da escuridão.

Corre de medo, por um calafrio,
corre de si, e do medo, assim,
pois corre com tudo, o homem, no escuro,
e corre de todos, pois corre de si.

Corre o homem, com medo do mundo,
corremos nós que vivemos aqui.

Corramos todos, pois tudo aqui muda,
corramos mesmo, p´ra fora daqui.

Corramos muito, pois o tempo corre,
e quem já não corre mui morto está.

Corramos, pois, esperando o futuro,
pois nosso presente sombrio será.

  

fps, 22/02/1996

23.7.15

Poesia


Saudades dos tempos áureos,
em que me acordavas só para ver-me.

Só para ter-me.

Saudades, de priscas eras,
de teu sonho, teu sono, teu seio.

Teu gosto.

Hoje, só penso,
só devaneio.

Só olho, os tempos que passam,
a aurora da vida, 
o poente, que vai.

Saudades dos tempos áureos,
em que acordavas-me só para ver-me.

Só para ter-me.

Só.

E era muito bom.

fps, 23/07/2015, 02:40

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