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4.6.21

Eis o mundo do século XXI...

... no qual minha esposa e eu vamos criar nossa filha... 

... no qual uma parte da sociedade despreza Deus, enaltece o homem, vive em trisais ou quadrisais, tem filhos com o próprio sexo e condena qualquer tipo de luta pelo tradicional... 

em busca do caos...

E, no meio disso:

  • um vírus travando o trânsito mundial;
  • só 10% do mundo vacinado, concentrado nos países ricos;
  • e os países rachando, fechados em si mesmos, divididos entre uma elite confinada, vivendo num "home office" sem fim, e um povo que continua agindo como povo, desprotegido contra a morte.
Nada como esse admirável mundo novo, de normalidade absolutamente anormal...

3.1.18

Para pensar - Pedricovick. (via adesejar)

A vida seria bem melhor se o único sentido da palavra foder fosse relacionada ao sexo.
Pedricovick. (via adesejar) http://ift.tt/2CA2hOC
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2.8.17

Prosa: Vida, real. Na real.

Deixe-me dizer uma coisa, meu chapa: o mundo está pouco se lixando para sua tese de doutorado sobre as foquinhas verdes da Antártida. 

Ninguém quer saber da sua opinião sobre o governo Temer, ou sobre as suas experiências sobre sexo tântrico (que, aliás, nem deveriam ser ditas publicamente). Ninguém quer ver pela milésima vez sua foto na Disney abraçando o Mickey, ou seu olhar de satisfação orgásmica no momento em que você desceu o KY (ou seria K2? Ah, dane-se, é tudo pico mesmo...).

Ninguém quer ouvir sua explicação profunda sobre o "eu". Aliás, ninguém quer ficar escutando sua auto-bajulação ensimesmada.

Mas... ah... todo mundo quer ver o sorriso de uma criança.

Talvez porque ela é espontânea em sua risada, talvez porque seja gostoso se embebedar da sinceridade do olhar de um bebezinho.

Mas talvez - só talvez - porque não é falsa, nem mesquinha.

Abs, flw, vlw. Ciao.

fps, 31/07, 14:48

28.7.17

Mais um pitaco rápido - 28/07/2017


Antes de imaginar "claro, foi porque ela é negra", sempre me passa pela cabeça: como ela estava vestida? Brasileiro tem o péssimo hábito de imaginar que doutores tem que estar vestidos à caráter, terno e gravata para os homens e tailleur (ou terninho) para as mulheres - ainda que dinheiro não esteja estampado na roupa que se veste.


Isso os "lacradores" não perceberam. Ainda.

28.5.16

Século XIX ...


Não tenho pena de "mané". 

Homem que vai para baile funk, via de regra, procura farra do pior tipo - bebida, drogas, sexo, "zueira". Se há quem se meta a currar uma garota que está fora de si, também deve assumir a responsabilidade (e a pena) de quem vive em uma terra onde a navalha do chefe é a lei.

...

Notícias dão conta que o dono do morro onde aconteceu o estupro coletivo mandou matar os 33. Foi mais rápido que o devido processo legal, que não encontrou provas suficientes do crime.

Foi, também, no ritmo ideal de sites como o "Sensacionalista" e outros, para os quais, em tese, bastaria a palavra da mulher para comprovar o estupro. Sem processo, sem coleta de evidências, sem nada que pudesse realmente desenhar o que ocorreu naquele dia.

Foi, também, aquilo que sítios como o Dr. Pepper insinuaram que deveria ser feito - e melhor até do que o Bolsonaro, aquele da castração química e da pena de morte para estuprador, teria feito.

...

O morro não tem papo. Atrapalha os negócios? Tchau.

Desse ponto de vista, dá para entender porque o traficante está sendo tão rápido. Muita polícia, entrando e saindo, atrapalha o "core business", a venda da droga.

Se alguém me atrapalha, eu tiro do caminho. Como nos tempos dos feudos, em que o soberano mandava na vida de todo mundo que lá estava.

Inclusive com direito à virgindade das esposas, tratadas como propriedade preciosa.

...

Alguém falou a este escriba que a nossa cultura em relação às mulheres refletia "uma mentalidade de século XIX". Bom, naquele tempo a honra das mulheres se confundia com o hímem intacto, e não se concebia uma mulher ter relações sexuais com outro homem que não seu marido.

Era um tempo, aliás, no qual sexo era "uma coisa suja", que mulher decente não fazia por vontade. Não vamos nos esquecer, há muitos relatos daquela época nos quais o verdadeiro amor não se encontrava nas casas de bem, mas nas ruas, com as "vadias". Algumas eram, inclusive, tidas e mantidas pelos de posses (as "teúdas e manteúdas", dos tempos de Tieta do Agreste).

Violar a honra de uma mulher era punido de foram severa, e a mera insinuação de que uma donzela tinha perdido "seu bem mais precioso" era motivo para um duelo. Deflorar uma virgem era motivo para que existisse o desejo de vingança, pelos parentes das vítimas, porque a mulher se reduzia, na época, a mero instrumento de procriação.

Supostos estupros, então, eram motivo para que o estuprador casasse com a vítima - ou encarar cadeia, talvez morte. 

...

Hoje, criminosos tratam estupradores como "mulherzinhas da cadeia", porque tem mães e filhas. Não aceitam que não respeite mulher, em uma mistura de humanidade com brutalidade que impressiona.

São mais rápidos que o Direito: este precisa de um procedimento, e de provas verdadeiras, para punir os culpados - geralmente com reclusão, que, para muitos, "não funciona", porque "pau que nasce torto não tem jeito".

Morre torto, nas mãos de criminosos que não tem o mínimo respeito por "processo penal".

...
A internet, em breve, estará vingada: os estupradores estão jurados de morte. Talvez isso possa ser um paradigma para que a "cultura do estupro" enfim seja combatida.

Ou não, porque o linchamento virtual continua à solta. Já há muitos que citam opressões na música, nas artes, que estas influenciam o "status quo" vigente - omo se tais coisas não mostrassem a realidade, da banalização extremada do sexo.

Que já existia há muito tempo - e está sendo combatida do pior jeito possível, tornando tudo isso em "opressão".

...

Caminhamos rapidamente para o século XIX em pleno século XXI - e, o que é pior, sem flerte, porque em breve isso será proibido nas relações entre gêneros.

Mas os estupradores continuarão por aí, firmes e fortes. E, com eles, o medo.

E a paranoia.


5.6.15

O que aprendi com Caitlyn Jenner? Que a futilidade vende - e MUITO.



E um super-homem americano, quem diria, "virou" mulher.

Tempos estranhos, e loucos, esses em que vivemos ... nos quais discursar pela igualdade de salários entre homens e mulheres, no Oscar, rende menos retorno (e dinheiro) que fazer uma pergunta boba sobre um vestido, se ele é branco e dourado ou preto e azul. 

Ou, suprema ironia, em que a foto de um traseiro "photoshopado" leva abaixo servidores de redes sociais, porque uma socialite que se achava fora de forma resolve posar nua. E ganhar dinheiro com isso.

...

A última das estripulias ligadas às Kardashian atende pelo nome de Caitlyn Jenner, o ex-padrasto de Kim e companhia limitada, que rompeu a crisálida na "Vanity Fair" desta semana

Jenner, máquina de ganhar dinheiro desde que foi medalha de ouro nas Olimpíadas de 76, quase Superman, três mulheres, quatro filhos, coadjuvante das enteadas em reality show, mudou da água para o vinho e "quebrou" pela terceira vez o mundo da internet, chegando ao cúmulo de ter conseguido mais seguidores no Twitter, em menos tempo, que o presidente Obama (e batendo seu recorde). 

Não é pouca coisa, convenhamos. Assim como não é pouca coisa o que se fala a respeito. 

Seja para defender e achar o máximo, como Judão:
"(...) Se fosse uma jogada de marketing, seria uma jogada muito boa, fazendo o mainstream discutir / exibir a transsexualidade. Ou transsexualismo, não sei — e aí, por mim, tudo bem."
Ou para criticar, ironizando e refletindo, como André Forastieri:
"Quando li pela primeira vez sobre a mudança de Bruce Jenner, pensei: é inveja do sucesso das filhas. Ele declarou várias vezes que jamais se sentiu atraído por outros homens e sempre foi heterossexual. Para completar, vota no Partido Republicano. Sempre foi, e continua sendo, cristão. E, minha opinião, é e sempre foi gay, mas gay enrustido, como tantos atletas machões."
Mas o que deveríamos nos perguntar é: porque perdemos tanto tempo com isso? Porque tanta saliva, tantos bits, bytes, tempo útil desperdiçado, para escrever sobre algo, efetivamente, não significa nada?

E a resposta é: porque vende. O fútil vende.

...

Nos tempos atuais, é mais interessante saber detalhes da vida das estrelas que incomodar-se com dúvidas filosóficas a respeito da vida e do mundo. Política é chato, futebol é motivo para briga, e religião, além de ser tradicionalmente questão de foro íntimo, virou atraso de vida, principalmente depois que os evangélicos foram escolhidos como bode expiatório dos retrocessos sociais.

O que resta? O filho da atriz "X" que aparece sorridente no castelo da revista "Y", a personalidade da mídia "Z" que abre sua casa para os fotógrafos, o cantor que aparece com nova namorada, a ex-esposa do cantor que surge com um namoradinho novo a toda hora ... essas coisas que não forçam o cérebro, nem são motivo para discussões acaloradas, ou brigas entre marido e mulher (salvo se o homem ficar olhando demais os atributos da Kim Kardashian, embora isso se resolva com uma noite fria na casinha do cachorro).

...

Futilidade é simples, fácil de entender, de observar e digerir. É como miojo: três minutos, na água, e você tem um prato de absoluto nada para forrar a barriga (ou o cérebro) até a próxima discussão sem sentido.

Se há uma coisa que podemos entender, nesses tempos bicudos de internet, é que, quanto mais procuramos por coisas sérias, mais nos afundamos em discussões sem vitoriosos, nem reflexões. Fica muito mais fácil conversar com o outro quando falamos da fofoca, da estorinha boba, do papo sem objetivo.

Para isso serve a matéria fútil: entretenimento. Pão e circo moderno.

Que as Kardashian (incluindo Caitlyn, porque não?) sabem produzir, e vender, muito bem.


P. S.: Depois de Caitlyn Jenner ser indicada para receber o prêmio Arthur Ashe pela coragem de "sair do armário" (ou explodi-lo, sei lá) uma voz inteligente surgiu no meio do temporal da ignorância.

Foi o filho de Tom Cruise, Connor, que reclamou da indicação falando o óbvio:
"“Sério? Ganhar o prêmio AA por coragem? Alguém vai subir no palco e gritar ‘pegadinha!’. Não me entendam mal. Façam o que vocês quiserem e não deixem ninguém impedi-los. Mas as pessoas estão levando isso a sério demais. Tem tantas coisas mais importantes que deveriam estar sendo discutidas... E MUITO MAIS PESSOAS IMPORTANTES que realmente merecem esse prêmio”."
Depois de ser crucificado pela "patrulha do bem", Connor deletou esse "twit". Merece aplausos, contudo, por dizer alguma coisa sensata em um mundo onde futilidade é tratada como pedra preciosa.

9.5.13

Prosa

Desde o início as regras foram claras: Só sexo.

Sem compromisso.

E com o tempo continuou assim, até que o coração começou a apertar a cada saída.

Sentiu medo, saiu daquela vida; e a regra para eles então mudou.

Radicalmente: só sexo sem compromisso.

Mas algo faltava, não se sentia bem, e pensou, repensou.

Concluiu que alguma coisa estava errada; voltou, e aquietou-se.

E aceitou de bom grado a nova diretriz: sexo, e compromisso.

Mas o tempo, cidadão antigo, traz com ele a mesmice, a dureza da vida.

E aos poucos, ficou clara a imposição: Só compromisso.

Sem sexo.

Ao fim, se enchem um do outro, e caem fora do que seria o desastre anunciado.

E a realidade entre os antigos amantes se interpõe, num misto de alívio e decepção.

Sós.

Sem compromisso.

Nem sexo.

fps, 26/03/2012

27.3.12

Prosa

Desde o início as regras foram claras:

Só sexo. Sem compromisso.

E com o tempo continuou assim, até que o coração começou a apertar a cada saída.

Sentiu medo, saiu daquela vida; e a regra para eles então coisa mudou:

Só sexo sem compromisso.

Mas algo faltava, não se sentia bem, e pensou que faltava alguma coisa.

Voltou, e aquietou-se, e aceitou de bom grado a nova diretriz:

Só sexo, e compromisso.

Mas o tempo, cidadão antigo, traz com ele a mesmice, e aos poucos traz imposição:

Só compromisso. Sem sexo.

Ao fim, se enchem um do outro, e caem fora do que seria o desastre.

E a realidade entre os antigos amantes se interpõe, como num alívio:

Nem compromisso.

Nem sexo.

fps, 26/03/2012

25.3.11

Prosa, reflexiva …

A mansidão

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão o reino dos céus”.

Assim diz um dos trechos do Sermão da Montanha, a melhor mensagem já feita em todos os tempos pelo melhor dos pregadores que o mundo já conheceu, Jesus Cristo, o filho de Deus.

E, com total sinceridade, realmente ele sabia o que estava querendo dizer com essa frase, pois os mansos e puros de coração são pessoas de grandes qualidades e virtudes, que fazem com que ninguém possa falar um pio contra suas qualidades.

Senão, vejamos.

O puro de coração tem somente uma preocupação: a felicidade dele mesmo e dos outros, seguindo os padrões de bondade e pureza que a sociedade estabelece para os seus (no nosso caso, os valores cristãos).

Não importa a sua religião, cor, idade ou sexo: essas pessoas sempre estarão interessadas em ajudar os outros, servindo como um ombro amigo nas dificuldades, alegrando-os com sua presença e usando de sinceridade para com todos, sabendo muito bem respeitar os sentimentos dos outros.

Uma pessoa mansa, pura e humilde de coração faz com que tudo ao seu redor mude por completo.

Sempre terá o respeito de seus semelhantes, pois ninguém poderá dizer uma palavra contra ela.

Procurará ser feliz da maneira mais simples possível, procurando manter em seu coração os melhores sentimentos em relação a todas as pessoas, e - apesar de existirem sempre alguns “espertinhos” que tentarão deixá-la em situação ridícula perante todos - será sempre defendida por todos, e terá grande felicidade em sua vida.

Todo manso de coração pode não entender muita coisa que acontece, mas sempre será capaz de ajudar as pessoas, fazendo sempre o melhor por elas, e tendo sempre amigos sinceros e fiéis.

Procurará a felicidade, de todas as formas possíveis, e a encontrará em uma pessoa que saiba respeitá-la e amá-la com os sentimentos mais puros e fortes que um ser humano pode ter.

Assim, será sempre feliz, e todos a respeitarão e estarão junto com ela, em suas dificuldades, ajudando-a para que ela possa encontrar o caminho certo da felicidade.

Sempre disse que a felicidade é feita de sentimentos pequenos, que se juntam aos poucos, para formar um grande sentimento de amor e paz. Por isso, invejo os mansos, que nunca sentirão o mal que a sociedade tem, e que sempre serão felizes, apesar dos problemas da vida.

Felicidades a todos os mansos, puros e humildes de coração, e que possam encontrar, no final do túnel, uma luz para suas vidas.

fps, 13/11/95

6.1.11

Machos em crise? Ou a crise é de todos e todas, sem exceção?

Sempre que passa pela cabeça desse autor falar da velha e boa discussão sobre homens e mulheres, vem a mente que os sexos opostos não sabem de fato o que querem um do outro – e textos como esse, de Eliane Brum, são o exemplo vivo de que não sabemos mesmo o que queremos dos nossos “oponentes”.
 
E, em certas horas, confesso sentir-me ofendido, não como "macho" que nunca quis ser, mas como o homem que sou -  até porque a tal "crise do macho" tem sido encarada pela grande maioria dos homens como se ela simplesmente não existisse, mesmo com todas as mudanças pelas quais a sociedade passou (e ainda passa).
 
Mais do que nunca porque a grande maioria das mulheres confessa não querer o macho convencional, que cada vez é mais raro, mas também não sabe de fato que tipo de verdadeiro homem quer para si.
 
E esse é um fato natural, até porque cada fase da vida de uma mulher requer um tipo de homem, e porque cada uma delas é especial, com necessidades específicas e desejos que não são, necessariamente, os de ser alguém "dominante" na sociedade.
 
 
O que é, contudo, o “ser dominante”?
 
Até porque, convenhamos, ser dominante implica em responsabilidade pelos outros, tomada de decisões, e consciência de que ser "o alfa" significa comandar um grupo e zelar pelo seu bem-estar.
 
E mandar, diga-se de passagem, não é fácil.
 
Quem manda é quem assina o cheque e traz o dinheiro para casa; quem comanda a casa sabe ser duro quando é necessário; e nem sempre ser o "alfa" significa ser doce.
 
Aliás quase nunca se é doce em posição de comando: Margaret Thatcher (a Dama de Ferro), Golda Meir (duas guerras ganhas como primeira-minstra de Israel), e, porque não, Dilma Roussef que o digam - todas elas duronas, firmes, decididas e capacitadas para o comando.
 
E bem sucedidas, até porque ser o “alfa” significa assumir o controle, muitas vezes pela força, o que muita gente não gosta.
 
Ser o comandante das atitudes e ações em uma casa não significa necessariamente ter vantagem nisso: muitos e muitas experimentam a solidão típica dos que estão em posição de comando, e tem os sofrimentos típicos do ser "alfa". A única diferença é que aos homens nessa posição é dado o direito de ter uma mulher, ao seu lado, como companheira fiel.
 
Função para a qual muitos homens não são preparados, e que muitas mulheres não aceitam no marido ou companheiro que está ao seu lado, num paradoxo da sociedade pós-feminista: a mesma mulher que deseja um homem diferente não o aceita quando mais precisa dele.
 
...
 
O que me espanta mais nesse texto, contudo, é o que li quando se fala sobre a periferia das cidades, e dos homens que se embebedam nas ruas dia-a-dia como efeito dessa revolução feminina - e por um motivo muito simples: todo mundo sabe que os homens e mulheres de bem não estão nas ruas bebendo durante a semana.
 
Não é típico do brasileiro, a não ser no horário do almoço ou de descanso, embebedar-se demais, a não ser que seja um vagabundo; e vagabundos não são a maioria dos homens.
 
Muito pelo contrário: o homem de verdade, aquele que trabalha de sol a sol para sustentar sua família e chega cansado à própria casa, esse não é visto pela autora, que prefere falar das mulheres batalhadoras que enfrentam seu terceiro tempo, esquecendo-se de que os serviços domésticos são mal-distribuídos desde muito tempo, motivo pelo qual ela vê o homem cada vez mais como "sem função" dentro da casa.
 
Qual seria, então, a realidade ideal desse homem?
 
A realidade das famílias sem pai, em que a mãe assume a função paterna e se enrijece com o passar dos anos, e na qual o ex é visto como "aquele sem nome", que não é digno nem de estar perto dos filhos, e que provavelmente vai se casar de novo, com uma mulher muito mais nova, e esquecer-se da família original?
 
O que prefere, de fato, a autora desse texto?
 
Um mundo mais sensível, ou sem regra alguma?
 
...
 
Penso eu que, num contexto qualquer, masculino e feminino sempre existirão: mesmo entre casais homossexuais percebe-se que um dos lados assume o papel masculino, e o outro se coloca na posição do feminino, com as virtudes e defeitos que cada um deles possui.
 
Yin e yang, são complementares, não excludentes; qualquer forma de pensar que não seja desse jeito deveria ser combatida, até porque não havia nenhuma vantagem em ser o "macho-alfa" numa sociedade em que ele, de fato, nada sabia sobre sua casa, ou sobre quem nela frequentava.
 
E se "a cabeça (homem) só vê o que o pescoço (mulher) mostra", então ser alfa, nesse caso, não serve para coisa alguma.

A não ser, é claro, mostrar “que também pode”.

4.4.10

Os jogadores do Santos e a “religião geral”

Falaram um monte de coisas a respeito das atitudes dos jogadores do Santos no lar financiado pelos espíritas: muitas condenando a atitude, outras discutindo o que de fato aconteceu e outras falando do contexto religioso, que foi a justificativa de muitos para não descer do ônibus e conversar com as crianças com paralisia cerebral.

Não vou entrar no mérito das atitudes estúpidas da presidência do Santos, disposta a fazer marketing com assuntos que são seríssimos, nem dizer que os jogadores agiram com ou sem profissionalismo, já que estes deveriam de fato ter sido avisados antes do que iria acontecer e evitar ir a locais onde não se sentissem bem.

Entretanto, uma pergunta vem à cabeça desse cidadão que vos escreve: porque é tão fácil criticar a posição religiosa dos outros quando as pessoas não fazem o que se espera delas para dar testemunho de sua fé?

Sendo mais específico: porque é tão fácil aceitar diferenças de raça ou sexo ou opção sexual e tão complicado aceitá-las quando princípios religiosos estão em jogo?

Parece que no Brasil temos um problema sério quando o assunto é ser de determinada religião: há uma espécie de “igreja tudo de bom” que impede as pessoas de exercer sua fé quando ela vai contra os princípios gerais de convívio em sociedade.

Tipo assim, se tal coisa vai contra seus pensamentos e isso significa entrar em conflito com a opinião vigente na sociedade, ninguém pensa que diversidade também significa respeito às opiniões dos outros – crucifica-se quem não respeita a “fé do bem”, como se princípios de fé pudessem ser jogados no lixo, e como se o respeito aos outros também não passasse pelo que eles pensam, tanto quanto pelo que eles são.

Essa espécie de “religião geral” diz, entre outras coisas, que Cristo era um homem cujo maior legado para o mundo foi pregar o amor; chama qualquer atitude católica de devoção e despreza o calvinismo por professar o gosto pelo lucro (advindo, lembremos, do trabalho duro); mas, principalmente, prega o caminho de um deus pessoal que apenas pede que todos sejamos “do bem” para sermos felizes aqui.

Esquece-se, contudo, de que o objetivo do homem não deve ser apenas ser feliz nesse plano existencial – e, mais ainda, esquece-se de que as pessoas tem opiniões que podem entrar, sim, em choque com esse mundo pasteurizado em que vivemos.

E do qual, aliás, muitos não querem fazer parte.

Que os jogadores dos Santos e sua diretoria cometeram erros primários de comunicação, isso é verdade; que os evangélicos também precisavam aprender a ajudar mais aos próximos, o que é um erro gravíssimo do protestantismo brasileiro (olhar mais para dentro das Igrejas do que para fora delas), também é verdade.

Mas isso não significa que precisemos considerar errada a religião de alguém por causa disso; afinal de contas, o que você chama desrespeito outros chamam de testemunho.

Ou, traduzindo, uma coisa que falta muito nos dias de hoje: coerência.

P. S.: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16)

7.3.10

Mulheres no ministério evangélico: o último refúgio do machismo?

Dia Internacional da Mulher é uma época interessante para, além de homenagear as mulheres de nossas vidas e dar lucros estupendos aos vendedores de rosas, falarmos das conquistas crescentes que o sexo feminino obteve no último século – e uma das mais importantes, sem dúvida, é a idéia .

Entretanto, características do preconceito e do machismo persistem – e muito – na sociedade, e uma delas é das mais fortes e presentes na sociedade: a ordenação feminina aos cargos de comando nas Igrejas em geral.

No caso da Igreja Católica, a discussão é até mais branda pois é permitido às mulheres a consagração como freiras, embora a questão entre os romanistas passe também por outros aspectos, como a permissão para que os padres se casem, por exemplo.

Contudo, o ministério feminino nas Igrejas evangélicas tradicionais é um assunto considerado tabu no contexto protestante, a tal ponto que dizer que mulheres são “iguais aos homens, porém diferentes nas funções sociais” se tornou obrigatório para muitas delas – principalmente entre as denominações reformadas, das quais a Igreja Presbiteriana do Brasil é a maior, e que estão entre mais contrárias a ordenação de mulheres ao comando de uma Igreja.

Sempre que alguém questiona essas questões, costuma rolar um quebra-pau danado entre as diversas tendências (veja aqui um ótimo exemplo), com direito à duas aberrações que só existem no meio evangélico: homens feministas, que defendem a igualdade de funções, e mulheres machistas, que, na prática, dizem que mulher pode fazer de tudo no mundo, mas que, dentro da Igreja, devem ficar em silêncio.

Como “convém, aliás, a uma mulher cristã” (rs … brincadeira …).

De fato, a frase acima foi uma brincadeira, mas que é levada a sério por muitas igrejas por aí, talvez porque seja extremamente cômodo viver sob a tutela da família tradicional, composta por pai, mãe e filhos, e na qual o pai manda, a mãe e os filhos obedecem cegamente e que é celebrada em verso e prosa a cada almoço de domingo depois da Escola Bíblica Dominical.

O problema é que cada vez mais essa família é peça de museu, a tal ponto que nem mesmo aqueles que combatem o ministério feminino conseguem impor em sua casa o comportamento patriarcal que exigem na Igreja – sim, porque a organização das Igrejas é reflexo da organização familiar, que está em constante processo de mudanças e que cada vez mais se afasta desse modelo de “homem manda, mulher obedece”.

E que se reflete no meio espiritual, pois como a mulher pode ser subordinada a um homem na Igreja se não aceita ser “comandada” daquele jeito em sua própria casa?

Para terminar, uma hipótese possível: suponhamos que Dilma Rousseff seja eleita Presidente da República e que vá a um culto de aniversário da IPB - como o dos 150 anos, em que Lula, inclusive, discursou ...

… a Igreja Presbiteriana negaria um lugar no púlpito à uma Presidente do Brasil?

P. S.: Às mulheres do Brasil, parabéns (antecipados) pelo seu dia.

23.2.10

Falando de TV: a heterofobia no BBB10 e as Olimpíadas de Inverno (que alguém viu)

O Big Brother Brasil mexe com as atenções do público a cada ano que passa (bem, esse ano menos que os anteriores), mas as atitudes do troglodita Marcelo Dourado, que o tornam em perseguido pelo grupo e perseguidor do grupo gay do programa, também chamam a atenção para a heterofobia da qual ele se sente vítima no BBB10.

Sejamos diretos e francos: não existe heterofobia, não somos perseguidos pela condição de heterossexuais e tão cedo não sofreremos problemas sérios por gostar do sexo oposto ou criticar o “amor que não tem coragem de mostrar a cara”, ou a “falta de vergonha na cara”, ou “você entendeu muito bem o que eu disse”.

Diga-se de passagem, a verdade dos fatos mostra justamente o contrário: segundo relatório do Grupo Gay da Bahia, três homossexuais são assassinados por dia no Brasil por causa de sua condição – motivo, aliás, tão ou mais grave para nos preocuparmos que a “degradação dos valores familiares” que o ser humano provoca por ser, ele mesmo, fraco, vil e incapaz de dar um passo correto sem a presença efetiva de Deus no seu cotidiano.

Entretanto, também deveríamos ter a coragem de dizer o seguinte aos defensores da diversidade: olha, tá tudo muito bom, tudo muito bem, mas o mundo não é gay e tem muita gente de saco cheio de ser obrigado a engolir a seco um modelo de sociedade em que não existe uma noção de certo e errado, e em que se pode fazer tudo o que lhe dá na telha, “desde que respeite o outro”, é claro.

O cidadão comum, aquele que respeita a opção sexual de seu filho “esquisito” mas adoraria vê-lo saindo com uma menininha, tem de fato repudiado o BBB – e aliás, ele nem tem assistido TV ultimamente, como dizem as pesquisas de opinião. Ele pode até gostar da pessoa, mas lamenta que tenha esse gosto; pode até mesmo respeitar o homossexual, mas em geral repudia o que acha pecado, ou erro, ou qualquer outro tipo de exagero sexual na sociedade ou na televisão, seja ele hetero, seja ele homo.

Esse é o jogo do cidadão que vota em peso pelo telefone.

E vai levar Dourado adiante, quer a patrulha do bem deseje, ou não.

Falando de papos mais amenos: quer dizer então que as Olimpíadas de Inverno, que a Globo nem colocava na programação por medo de não dar IBOPE, estão dando à Record um retorno inesperado?

Isso significa … significa …

Significa que o problema da TV no Brasil só vai se resolver mesmo quando esses assuntos deixarem de ser apenas questão de cultura para passarem a ser de economia popular.

Ou de abuso do poder econômico, para ser mais exato.

21.2.10

Reflexões sobre a “sociedade perfeita”


Tiger Woods se interna numa clínica para curar a sua dependência de sexo – eufemismo para purgar seus pecados, dentro do esquema da indústria vital que cria seres humanos perfeitos para que estes paguem os pecados e continuem vendendo lâmina de barbear para os cidadãos de bem.

Mas pense no seguinte: tal estratégia é inútil, pois infelizmente o ser humano sempre vai procurar o prazer, seja de forma lícita (cigarro, bebidas) ou ilícita (drogas); recentemente inventaram um prazer desejável, nos esportes radicais ou no contato com a natureza, por exemplo, mas que a média da população, atolada nos próprios afazeres e no sedentarismo, dificilmente consegue adotar sem “força de vontade” extrema. 

O que em geral significa deixar de exercitar-se para viver, e começar a viver para exercitar-se.
Mesmo problema encontramos nas críticas a propagandas de bebidas alcoólicas por atletas, criticadas por quem diz que "atleta não pode fazer propaganda de bebida porque dá mau exemplo".

O problema é que os inventores dessa tese se esquecem de que o cidadão comum não é um exemplo de conduta para a sociedade, mas sim um trabalhador esforçado que leva comida para a sua mesa e que deseja comemorar suas tímidas vitórias depois de oito horas de serviço - e nessas horas, ele não vai para a academia, não pula de bungee jump, nem toma o energético com gosto artificial de limão.

Em geral ele toma a sua cervejinha gelada, que cai muito bem num churrasco, ou no fim do expediente.

Ou mesmo num estádio de futebol, se muita gente soubesse beber e se parássemos de imaginar a sociedade perfeita para nossos perfeitos cidadãos andarem perfeitinhos pelas ruas, certo?

15.7.09

Dia Internacional do Homem: eu dispenso !!!

15 de julho, hoje, é o Dia Internacional do Homem - e quando digo homem quero dizer os seres do sexo masculino que povoam este planeta, já que homem também é sinônimo de "humanidade" ou "conjunto de pessoas" e essas como um todo também deve ter seu dia (talvez o dos Direitos Humanos, quem sabe).
 
Mas tudo bem: hoje é o Dia em que você, homem que lê esse blog, deveria comemorar o fato de ter um cromossomo Y e as características que tornam ser um homem especial ... para começar a lamentar logo em seguida, pois:
  • graças ao feminismo da década de 60 e seus sucessores ser do sexo masculino, principalmente entre os 30 e 40 anos, está cada vez mais sendo considerado coisa retrógrada;
  • justamente em consequência dessa condição o "homem feminino" vem tomando espaço, e tentar compreender o jeito de ser mulher virou moda, ao menos entre os descolados;
  • por causa dos dois fatos acima, ou até em conjunto, todos nos tornamos trogloditas até prova em contrário - e, finalmente: mesmo que você tente se tornar o homem perfeito ainda vai ter mulher que diz que falta homem de verdade por aí !!!
É ou não é motivo para dispensar essa data, em que nem nos dão um singelo presentinho? (snif!)

11.5.07

Visita do papa: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa ...

A respeito da visita de Bento XVI ao Brasil já se falou bastante, com ou sem razão, com ou sem nexo - mas me parece que estão querendo transformar o Papa naquilo que ele, definitivamente, não é nem nunca será, seja por força do cargo ou por opinião pessoal.
 
Em primeiro lugar, Joseph Ratzinger não é líder espiritual de toda a humanidade, muito menos de todos os cristãos espalhados pelo mundo: ele é o líder máximo da Igreja Católica Apostólica Romana, o que significa que deve falar à comunidade que o respeita, e ensiná-la em suas doutrinas, não com o que a sociedade secular tem pregado como certo ou não.
 
Em segundo lugar, quer se queira, quer não, a Igreja Católica é contra o aborto e prega a atividade sexual apenas dentro do casamento desde que se conhece como Igreja - e tal posição não nasceu com o atual pontífice, é fruto de discussões de anos e anos e de uma interpretação bíblica que quase todo o cristianismo adota, com algumas diferenças no contexto (sexo por amor ou por procriação).
 
Baseado nessas afirmações, como é que se espera do Papa atitudes 'modernas' se o cristianismo em si não prega essa 'modernidade diversionista' que está em moda na sociedade do século XXI? Sinceramente, não dá para entender isso ...
 
...
 
O principal contrasenso dessa viagem do Papa, no entanto, passou sem comentários - mas não passa longe do Olho Clínico: como é que um Papa que escreveu a 'Dominus Iesus', que decreta os protestantes como seita herege, pode comprometer-se a ter um contato amigo com outras religiões, como o judaísmo e o monoteísmo?
 
...
 
E você, que acessa esse canto obscuro da Internet, o que acha desse e de outros assuntos debatidos no Olho Clínico? Clique em 'Comentários', logo abaixo, e deixe aqui sua opinião.

4.4.06

Ser homem é ... o que, mesmo???

Há tempos e tempos nas sociedades ao redor da História - tempos em que não somos nada, tempos em que somos muito mais do que gostaríamos e precisaríamos ser e tempos em que acordos são desfeitos e refeitos ao sabor dos ventos, para melhor ou para pior, mas que acabam tornando o mundo em uma coisa diferente daquilo que a gente gostaria que ele fosse.
 
Vamos aos fatos: recentemente recebi o texto ''Como gostar de uma mulher'', que supostamente seria de autoria de Arnaldo Jabor, mais um dos textos que se ocupam da análise sempre complexa que é aprender a gostar de uma mulher e satisfazê-la continuamente nos tempos de hoje - sim, porque não faltarão textos para analisar as mulheres desde que passou a existir o mecanismo sórdido chamado ''segmentação de mercado'', dos quais a mulher é, sem dúvida, o principal.
 
Analisamos as mulheres, mas não analisamos os homens: e essa situação tem seu lado perigoso, na medida em que nem mulheres nem homens se encontram satisfeitos nos dias de hoje ainda que o mercado consumidor esteja tentando agradar a todos, sem distinção - o que não espanta também a este que escreve, já que sentimento não é produto mensurável, nem quantificável por pesquisa qualitativa, tampouco se compra em supermercado ou se encontra em promoção.
 
Dito isso, vamos aos fatos: hoje em dia ser homem é uma tarefa difícil, chata até, principalmente porque o mundo mudou o suficiente para que as mulheres ganhassem seu espaço mas não o suficiente para que os homens se tornassem o ideal nesse novo mundo. É difícil ser homem quando não se sabe de fato o que se quer dele - se o homem moderno deve ser o metrossexual pseudo-gay-afeminado que compreende as mulheres o tempo todo ou o troglodita das cavernas que levava sua presa a tacape para ser consumida na labareda quente de um relacionamento cheio de paixão, mas de pouco amor verdadeiro.
 
É chato ser homem hoje? Sim, poderia dizer que sim - mas é, ao mesmo tempo, um desafio surpreendente.
 
Um desafio porque homem continua não podendo chorar enquanto é obrigado a entender a mulher que ama; um desafio porque homens devem entender o crescimento feminino mas não tem o direito ainda de se conformar em estar abaixo da própria esposa; um desafio porque o sexo frágil tornou-se forte mas continua querendo manter-se respeitado em suas fragilidades, e, mais do que tudo, um desafio cada vez maior porque nem todos mudaram nesse verdadeiro pandemônio de emoções que se tornou o mundo de hoje.
 
Cada vez mais o desafio do homem e da mulher é não ser mais tão só mesmo sendo poderoso - mas as mulheres ainda tem a seu favor o mercado: e nós, homens, o que temos para nós, de verdade?
 
...
 
P. S. nº 1: Para entender esse desabafo, leia no TrashEtc o texto original, que é belíssimo: http://trashetc.blogspot.com.
 

9.2.06

Se você quiser ser um bom vilão, leia isso antes:

AS 104 COISAS A FAZER QUANDO TORNAR-ME UM SENHOR DO MAL

1. Minhas Legiões do Terror terão capacetes com visores de acrílico, e
não placas tampando o campo de visão.

2. Meus dutos de ventilação serão pequenos demais para alguém rastejar
por eles.

3. Meu nobre meio irmão, do qual usurpei o trono, será morto e não
mantido anônimo em uma cela esquecida em minha masmorra.

4. Fuzilamento não é bom demais para meus inimigos.

5. O Artefato que é a fonte de meu poder não será mantido na Montanha do
Desespero, além do Rio de Fogo guardado pelos Dragões da Eternidade.
Será mantido em uma caixa forte convencional. Isso também se aplica ao
objeto que é minha única fraqueza.

6. Não irei me gabar da situação de meus inimigos antes de matá-los.

7. Quando tiver capturado meu adversário e ele disser "Olhe, antes de me
matar, pelo menos me conte sobre o que você planeja fazer." Eu direi
"não" e atirarei nele. Pensando bem, vou atirar nele e depois dizer "não".

8. Depois de raptar a linda princesa, iremos nos casar imediatamente em
uma discreta cerimônia civil, não um espetáculo de três semanas de
duração durante as quais a fase final de meu plano será implementado. E
ela será tratada com amor e ternura por mim.

9. Não incluirei um mecanismo de autodestruição a não ser que seja
absolutamente necessário. Se o for, não será um grande botão vermelho
escrito "Perigo, não aperte". O grande botão vermelho "Não Aperte" irá
disparar uma saraivada de balas em qualquer um estúpido o bastante para
apertá lo. Ao mesmo tempo, botões "LIGA/DESLIGA" não serão claramente
indicados em meus painéis.

10. Não levarei meus inimigos para interrogatório no centro de meu
castelo. Um pequeno hotel, na periferia de meu Reino servirá perfeitamente.

11. Serei seguro de minha superioridade. Assim, não sentirei necessidade
de prová-la, deixando pistas na forma de charadas ou permitindo que meus
inimigos mais fracos permaneçam vivos, para mostrar que não representam
ameaça para mim.

12. Um de meus conselheiros será uma criança de cinco anos. Qualquer
falha em meus planos que ela seja capaz de detectar será corrigida antes
da implementação.

13. Todos os inimigos mortos serão cremados. Os corpos levarão repetidos
tiros de munição de grosso calibre. Ninguém será deixado para morrer no
fundo de um penhasco. O anúncio de suas mortes, bem como a respectiva
celebração do evento, serão adiados até depois dos procedimentos acima
mencionados.

14. O herói não terá direito a um último beijo, último cigarro ou
qualquer tipo de último pedido.

15. Nunca usarei nenhum dispositivo com um contador digital. Se achar
que tal dispositivo é essencial, o marcarei para ativação quando o
contador chegar em 117 e o heróis estiver começando a pensar em um plano
para desativá-lo.

16. Nunca usarei a frase "Antes de matá-lo, há uma coisa que desejo saber".

17. Quando empregar pessoas como conselheiros, ocasionalmente irei
escutar seus conselhos.

18. Se um jovem e atraente casal entra em meu Reino, irei monitorar
cuidadosamente suas atividades. Se descobrir que são felizes e
apaixonados, os ignorarei. Entretanto, se as circunstâncias os forçaram
a ficar juntos, contra sua vontade, e se passam todo o tempo implicando
e criticando um ao outro exceto em ocasiões quando estão salvando a vida
um do outro, momento em que há toques de tensão sexual no ar, ordenarei
imediatamente sua execução.

19. Não irei ter um filho. Apesar de suas risíveis e mal planejadas
tentativas de usurpar meu poder sempre falharem, isso pode se tornar uma
distração fatal em um período crucial.

20. Não terei uma filha. Ela iria ser tão bonita quando má, mas uma
simples olhada para a expressão no rosto do herói e ela irá trair o
próprio pai

21.Apesar de ser uma forma comprovada de aliviar o stress, não irei
soltar risadas maníacas. Com essas risadas, quando ocupado, é muito
fácil deixar de perceber pequenas nuances e acontecimentos que um
indivíduo mais atento pode identificar e responder à altura.

22.Irei contratar um estilista talentoso para criar uniformes originais
para minhas Legiões do Terror, ao contrário de certos modelos baratos
que os fazem parecer tropas nazistas, legiões romanas ou hordas de
selvagens mongóis. Todos foram eventualmente derrotados e quero que
minhas tropas tenham uma inspiração moral mais positiva.

23.Não importa o quão tentador seja a perspectiva de poder ilimitado,
não irei absorver qualquer campo de energia maior que minha cabeça.

24.Irei manter um estoque especial de armas de baixa tecnologia e
treinar minhas tropas em seu uso, bem como farei com que meu exército
tenha treinamento avançado em artes marciais. Assim, mesmo que os heróis
consigam destruir meu gerador de energia e/ou desativar as armas de
energia padrão, minhas tropas não serão sobrepujadas por um bando de
selvagens armados com lanças e pedras.

25.Irei manter uma estimativa realista de minhas forças e fraquezas.
Mesmo que isso tire parte da diversão do trabalho, pelo menos nunca irei
dizer a frase 'Não, não pode ser! EU SOU INVENCÍVEL!!!" (após a qual,
normalmente a morte é instantânea.)

26.Não importa o quão bem funcione. Jamais irei construir qualquer tipo
de equipamento que seja completamente indestrutível exceto por um
pequeno e virtualmente inacessível ponto vulnerável.

27.Não importa o quão atraentes certos membros da rebelião podem ser.
Provavelmente em algum lugar há alguém igualmente atraente que não está
tentando desesperadamente me matar. Assim, pensarei duas vezes antes de
ordenar que uma prisioneira seja levada a meus aposentos.

28.Nunca construirei uma única unidade de nada importante. Todos os
sistemas essenciais terão painéis de controles e fontes de força
redundantes. Pela mesma razão, sempre carregarei pelos menos duas armas
carregadas, todo o tempo.

29.Meu monstro de estimação será mantido em uma jaula bem segura, da
qual ele não poderá escapar e na qual não poderei cair por acidente.

30.Irei vestir-me com cores claras e alegres, isso deixará meus inimigos
confusos.

31.Todos os magos incompetentes, escudeiros, bardos sem talento e
ladrões covardes em meu Reino serão executados. Meus inimigos certamente
desistirão e abandonarão sua cruzada se não tiverem um parceiro cômico
ao lado.

32.Todas as camponesas ingênuas e peitudas que servem bebidas em
tabernas serão trocadas por garçonetes experientes e profissionais, que
não irão dar apoio ao herói ou servir de par romântico para seu ajudante.

33.Não terei um ataque de fúria e matarei o mensageiro que me trouxe más
notícias só para mostrar o quão mau realmente sou. Bons mensageiros são
difíceis de achar.

34.Não exigirei que as mulheres em postos de comando em minha
organização usem tops de aço inoxidável. A moral da tropa fica bem
melhor com um código de vestimenta mais casual. Ao mesmo tempo, roupas
feitas inteiramente de couro serão reservadas para ocasiões formais.

35.Nunca vou me transformar em uma cobra. Isso nunca funciona.

36.Não irei deixar crescer um cavanhaque. Nos velhos tempos fazia com
que você parecesse diabólico, hoje o torna um membro frustrado da
Geração X.

37.Não irei prender membros do mesmo grupo no mesmo bloco da masmorra.
Muito menos na mesma cela. Se são prisioneiros importantes, irei manter
a única chave da cela comigo, ao invés de deixar uma cópia com cada
guarda do destacamento da prisão. Na verdade, é melhor matá-los de uma vez.

38.Quando meu tenente de confiança disser que minhas legiões do Terror
estão perdendo uma batalha, eu acreditarei nele. Afinal, ele é meu
tenente de confiança.

39.Se um inimigo que acabei de matar tem irmãos ou filhos em algum
lugar, irei encontrá los e executá los imediatamente, ao invés de
esperar que cresçam nutrindo sentimentos de vingança contra mim.

40.Se eu não tiver escapatória a não ser me envolver em uma batalha,
certamente não liderarei na frente de minhas Legiões do Terror, nem irei
procurar o líder adversário entre o exército inimigo.

41. Não irei ser cavalheiresco ou bom esportista. Se possuir uma super
arma contra a qual não há defesa, a usarei assim que for possível, ao
invés de mantê-la guardada.

42. Assim que meu poder estiver estabelecido, irei destruir todos
aqueles inconvenientes dispositivos de viagem no tempo.

43. Quando capturar o herói, terei certeza de também capturar seu
cachorro, macaco, furão ou qualquer outro bichinho bonitinho de dar
nojo,capaz de desamarrar cordas e roubar chaves, que por acaso ele tenha
como mascote.

44. Irei manter uma saudável dose de ceticismo quando capturar a linda
rebelde e ela disser que está atraída por meu poder e boa aparência, e
alegremente trairá seus companheiros se eu deixá-la tomar parte em meus
planos.

45. Só irei contratar caçadores de recompensa que trabalhem por
dinheiro. Aqueles que trabalham por prazer tendem a fazer coisas tolas
como equilibrar as chances, para dar ao outro cara uma disputa justa.
Aliás, quanto mais rápido o serviço for executado, melhor remunerado
será o algoz.

46. Terei um claro entendimento sobre quem é responsável pelo que em
minha organização. Por exemplo, se meu general fracassou, não irei sacar
minha arma, apontar para ele, dizer "e este é o preço do fracasso" então
subitamente apontar e matar um subalterno qualquer.

47. Quando um conselheiro disser "Meu Lorde, ele é somente um homem. O
que apenas um homem pode fazer?" Eu responderei: "Isso!" e matarei o
conselheiro.

48. Se descobrir que algum fedelho começou uma cruzada para me destruir,
irei chaciná-lo enquanto ele ainda é um fedelho, ao invés de esperar que
cresça e se torne um adulto.

49. Tratarei qualquer monstro que eu venha a controlar através de mágica
ou tecnologia com respeito e ternura. Assim, se perder o controle sobre
ele, não virá imediatamente atrás de mim por vingança.

50. Se descobrir a localização aproximada do único artefato que pode me
destruir, não irei mandar todas as minhas tropas para recuperá-lo. Ao
contrário, mandarei as tropas atrás de alguma outra coisa, e
discretamente colocarei um anúncio de "procura-se, gratifica-se bem ",
em um jornal local.

51. Meus computadores principais terão seu próprio sistema operacional,
que será totalmente incompatível com IBM PCs, Macs ou Linux.

52. Se um dos guardas de minha masmorra começar a esboçar preocupação
com as condições na cela da linda princesa, ele será imediatamente
transferido para uma função com menos envolvimento com pessoas.

53. Irei contratar um time de arquitetos e pesquisadores de alto nível
para examinar meu castelo e me informar de quaisquer passagens secretas
e túneis abandonados que eu tenha conhecimento.

54. Se a linda princesa que capturei disser "Nunca irei me casar com
você! Nunca! Está ouvindo? Nunca!" eu direi: "Tudo bem." E a executarei.

55. Não farei uma barganha com uma criatura demoníaca e depois tentarei
desfazê-la apenas porque me senti com vontade.

56. Os mutantes deformados e malucos psicóticos terão seu lugar em
minhas Legiões do Terror. Entretanto antes de mandá-los em uma
importante missão secreta que demande tato e sutileza, verificarei se há
alguém mais qualificado e que atraia menos atenção.

57. Minhas Legiões do Terror serão treinadas em tiro básico. Qualquer um
que não consiga aprender a acertar algo do tamanho de um homem a 10
metros de distância, será usado como alvo.

58. Antes de utilizar qualquer tipo de artefato ou máquina capturada,
irei ler cuidadosamente o manual de instruções.

59. Se for necessário fugir, não irei parar para fazer uma pose
dramática e dizer uma frase profunda.

60. Nunca irei construir um computador inteligente que seja mais esperto
do que eu.

61. Pedirei a meu conselheiro de cinco anos de idade que tente decifrar
qualquer código que eu estiver pensando em adotar. Se ele o decifrar em
menos de 30 segundos, não será usado. Nota: Isso também se aplica às
senhas.

62. Se meus conselheiros perguntarem "Por que está arriscando tudo nesse
plano louco?" Não irei prosseguir até ter uma resposta que os satisfaça.

63. Irei projetar os corredores de minha fortaleza para que não haja
alcovas ou suportes estruturais protuberantes que possam ser usados como
abrigo por intrusos durante um tiroteio.

64. Lixo será eliminado em incineradores, não compactadores. E eles
serão mantidos acesos, sem aquele nonsense de chamas que se ativam
através de túneis de acesso, em intervalos previsíveis.

65. Irei me consultar com um psiquiatra e me curar de todas as estranhas
fobias e bizarros hábitos compulsivos que possam se mostrar uma
desvantagem.

66. Se for obrigatório que existam terminais de computador de acesso
público, os mapas que mostram meu complexo terão uma sala claramente
marcada como Sala de Controle Central. Essa sala será a Câmara de
Execução. A sala de controle central de verdade estará indicada como
Câmara de Contenção de Transbordamento de Dejetos Sanitários.

67. Meu teclado de segurança na verdade será um scanner de impressões
digitais. Qualquer um que observe um usuário digitar seu código e
consequentemente tente digitar a mesma sequência irá ativar o alarme
central.

68. Não importa quantos curtos circuitos há no sistema, meus guardas
serão instruídos a tratar cada câmera de segurança com defeito como caso
de emergência total.

69. Pouparei a vida de alguém que tenha me salvado no passado. Isso só é
razoável se estimular outros a fazê-lo. Entretanto a oferta só é válida
uma única vez. Se querem que os poupe novamente, é melhor que salvem
minha vida mais uma vez.

70. Todas as parteiras serão banidas de meu reino. Os bebês nascerão em
hospital supervisionados pelo Estado. órfãos serão colocados em lares
adotivos, não abandonados na floresta para serem criados por criaturas
selvagens.

71. Quando meus guardas se separarem para procura por intrusos, eles
sempre andarão em grupos de pelo menos dois. Serão treinados para que se
um desaparecer misteriosamente no meio da patrulha, o outro iniciará
imediatamente um alerta e chamará por reforços, ao invés de ficar
procurando o colega pelas esquinas.

72. Se eu decidir testar a lealdade de um assistente, para descobrir se
ele pode ser promovido a homem de confiança, terei um grupo de
atiradores de elite por perto, caso a resposta seja não.

73. Se todos os heróis estão ao lado de um mecanismo esquisito e me
desafiando, usarei uma arma convencional, ao invés de disparar minha
super arma invencível contra eles.

74. Não concordarei em deixar os heróis partirem livres, se vencerem uma
competição, mesmo que meus conselheiros digam que está tudo arranjado e
que é impossível para eles ganhar.

75. Quando criar uma apresentação multimídia de meu plano, feita para
que meu conselheiro de cinco anos de idade possa facilmente entender os
detalhes, não irei chamar o disco de "Projeto Overlord" e deixá lo solto
em minha mesa.

76. Irei instruir minhas Legiões do Terror para atacarem o herói em
massa, ao invés de ficarem em volta dele esperando enquanto um ou dois
atacam de cada vez.

77. Se o herói correr para meu telhado, não irei atrás dele em uma
tentativa de atirá-lo do alto. Também não lutarei com ele na beira de um
despenhadeiro. (No meio de uma ponte de cordas sobre um rio de lava
derretida não vale nem a pena considerar.)

78. Se tiver um surto de insanidade e decidir oferecer ao herói a chance
de rejeitar um emprego como meu Braço Direito, irei reter sanidade o
suficiente para esperar que meu atual Braço Direito saia da sala antes
de fazer a oferta.

79. Não direi para minhas Legiões do Terror "E ele deve ser trazido
vivo!". A ordem será: "E tentem trazê-lo vivo se for razoavelmente viável".

80. Se acontecer de minha máquina do Juízo Final possuir um botão de
reversão, assim que tiver sido usada irei derretê-la e cunhar uma edição
especial limitada de moedas comemorativas.

81. Se minhas tropas mais fracas falharem na tentativa de eliminar o
heróis, mandarei minhas melhores tropas, ao invés de perder tempo
mandando tropas progressivamente mais fortes, a medida em que ele se
aproxima de minha fortaleza.

82. Quando lutar com o herói no alto de uma plataforma em movimento, o
tiver desarmado, e estiver a ponto de acabar com sua vida, e ele olhar
para algo atrás de mim e se jogar no chão, me jogarei imediatamente no
chão também, ao invés de fazer uma expressão inquisitiva e olhar para
trás para ver o que ele viu.

83. Não irei atirar em nenhum de meus inimigos se eles estiveram de pé
em frente a um suporte crucial de uma estrutura pesada, perigosa e
precariamente equilibrada.

84. Se estiver jantando com o herói, colocar veneno em sua taça, e
subitamente tiver que sair da sala por alguma razão, pedirei novos
drinques para nós, ao invés de tentar decidir se ele trocou ou não os
copos.

85. Não deixarei que prisioneiros de um sexo sejam vigiados por membros
do sexo oposto.

86. Não implementarei nenhum plano cujo passo final sejam horrivelmente
complicado, como "alinhe as 12 Pedras do Poder no altar sagrado então
ative o medalhão no momento do eclipse total". Ao invés disso, meu plano
será ativado com a frase "aperte o botão ".

87. Terei certeza de que minha Máquina do Juízo Final está devidamente
dentro das regras de instalação, e corretamente aterrada.

88. Meus tonéis de produtos químicos perigosos ficarão tampados quando
fora de uso. Também não irei construir passagens e escadas sobre eles.

89. Se um grupo de subordinados falhar miseravelmente em sua missão, não
lhes darei uma grande bronca por sua incompetência, e em seguida enviar
o mesmo grupo para tentar de novo.

90. Depois de capturar a super arma do herói, não vou imediatamente
dispensar minhas legiões e relaxar minha guarda pessoal porque acredito
que qualquer um que possua a arma é invencível. Afinal, o herói tinha a
arma e eu a tomei dele.

91. Não vou projetar uma Sala de Controle Central em que todos os
terminais deixem o operador de costas para a porta principal.

92. Não irei ignorar o mensageiro esbaforido e obviamente agitado até
que minha cavalgada ou outro entretenimento pessoal termine. O que ele
tem a dizer pode ser importante.

93. Se chegar a falar com o herói ao telefone, não irei ameaçá-lo. Ao
contrário, direi que sua perseverança me deu uma nova visão da
futilidade de minhas ações malvadas, e que se ele me deixar em paz por
alguns meses de quieta contemplação irei provavelmente voltar para o
caminho do Bem (heróis são incrivelmente fáceis de se enganar, quanto a
isso).

94. Se eu decidir realizar uma execução dupla do herói e de um
subordinado que tenha falhado ou me traído, farei com que o herói seja
executado primeiro.

95. Quando efetuando uma prisão, meus guardas não deixarão que parem e
peguem um objeto aparentemente inútil, por puro valor sentimental.

96. Minha masmorra terão sua própria equipe médica qualificada, completa
e com guarda costas. Assim se um prisioneiro ficar doente e seu colega
de cela disser ao guarda que é uma emergência, o guarda chamará um grupo
de trauma, ao invés de abrir a cela para dar uma olhada.

97. Minhas portas serão projetadas para se que alguém destrua o painel
de controle do lado de fora, a porta feche, e se destruir o painel do
lado de dentro, a porta abre. Não vice versa.

98.As celas de minhas masmorras serão feitas de aço inoxidável, sem
emendas e não conterão objetos com superfícies reflexivas ou nada que
possa ser transformado em cordas.

99.Qualquer conjunto de dados de importância crucial será acondicionado
em arquivos de 1.50Mb, para não caberem em um único disquete.

100. Não irei cobrar impostos exorbitantes de meus súditos, muito menos
deixarei que eles passem fome. Também não exigirei que jovens virgens
passem a primeira noite comigo.

101. Se eu estiver devidamente armado, não irei lutar kung-fu contra o
herói.

102. Se o herói disser que sou um covarde e que não tenho coragem de
enfrentá-lo com as mãos limpas, não direi nada. Irei atirar nele
imediatamente.

103. Nunca irei acionar um dispositivo de destruição enquanto eu não
estiver em local seguro.

104. Finalmente, para manter todos os meus súditos contentes e
descerebrados, irei prover a cada um televisão a cabo e acesso ilimitado
à Internet, por banda larga e gratuitamente.

5.1.06

E ainda dizem que é o brasileiro que é idiota ...

Do site NoMinimo, post que merece ser transcrito sem cortes:

05.01.2006 | Ao fazer a contabilidade dos cliques em nosso site, agora sabemos quais as matérias mais lidas na edição online do Seattle Times. Um programa então organiza as dezenas de milhares de matérias de 2005 num ranking. Não por importância, impacto ou mesmo lirismo, mas pelas histórias que atiçaram mais pessoas a por o dedo no mouse, clicar, abrir e, presumivelmente, ler.

O que me traz ao sexo com cavalos. A matéria no último verão sobre um homem que morreu ao ter o cólon perfurado enquanto fazia sexo com um cavalo foi a matéria mais lida do ano passado.

Tem mais: quatro das 20 matérias mais lidas do ano estavam relacionadas ao incidente. Não publicamos nossos números de tráfego mas, vai por mim: o número de leitores destas matérias foi imenso.

Tanto, aliás, que devemos dizer que a história do sexo com cavalos foi o material mais lido nos 109 anos da história deste jornal.


Sem comentários é pouco: e depois alguém reclama do ''cidadão comum'' que eu postei no Olho Clínico, vejam só ...