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7.7.26

O protestantismo foi o responsável pela Seleção brasileira deixar de jogar futebol?




Preferi escrever o título assim, meio que "na lata", porque é o que um certo tipo de gente que defeca pelo teclado costuma pensar. Não tem outra forma, lamentavelmente, de descrever o ateu de rede social, essa espécie que destila sua raiva contra os evangélicos por eles terem conseguido boa fatia da população brasileira, de uma forma que só não é pior que a do indivíduo que torce descaradamente pela volta da Santa Inquisição e das fogueiras levantadas nos pelourinhos Brasil afora.

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Sendo objetivo: o protestantismo brasileiro não é revolucionário nem antirrevolucionário, muito pelo contrário (e, sim, é para rimar essa frase). Não foi o reformado holandês ou o francês que conseguiu espaço para o Evangelho neste país, mas sim o pentecostal sueco-assembleiano e americano-neopentecostal, temperado com a "ousadia e alegria" das segundas e terceiras gerações dos missionários que vieram para cá. É um protestantismo alegre, solto, misturado, bem ao estilo de um povo que pega o mundo todo e bate no liquidificador, temperando-o com o amálgama luso-africano-indígena que faz da nossa cultura aquilo que ela é.

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A maioria dos brasileiros evangélicos não é neopentecostal, por sinal - não no sentido "estrito" da coisa: as maiores Igrejas brasileiras são pentecostais do estilo tradicional, e até bem pouco tempo atrás o problema maior estava naquelas que proibiam a prática do ludopédio (como a Congregação Cristã no Brasil - e não me pergunte quando isso começou, ou terminará, eu também não sei). Se você falar com um dos jogadores evangélicos, por sinal, provavelmente vai ver que a maioria é batista, daquela estilo "parede preta", daquela que mima o membro investindo seu dízimo em bancos confortáveis, ar condicionado, cadeira de massagem - e pastores cuja mensagem é treinamento "coach" puro, o tempo todo. Não é errado - mas não é 100% Evangelho.

Quanto à maioria da população crente, a saber, a turma das congregações de Assembleias de Deus e portinhas de nomes esdrúxulos, esta... bem, esta só quer viver sua fé, ouvir aquilo que o pastor fala e esperar confiantemente em Deus, por tempos melhores para si e para os seus.

Não pela Seleção. Não por quem já tem demais na sua conta corrente.

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O ranço de um certo tipo de boçal que saltita na internet é bastante explicável. Há um tipo de pessoa que cresceu junto com o politicamente correto lacrador e o progressismo intelectual: é aquele desprovido de bom senso que acredita que a religião é o mal dos males do mundo moderno, o motivo pelo qual tantos atrasos ocorrem em nossa sociedade, pelo qual não nos vacinamos e não permitimos o aborto, e pelo qual não tratamos viciados e bandidos como vítimas da sociedade cruel.

Sem generalizar, mas já colocando todos no mesmo balaio - é esse tipo de pessoa que toma coragem para escrever teorias que só fazem sentido para o seu grupo, a bolha de relações humanas que acha que deputado do PSOL é relevante e que Che Guevara era um cara de inclusão. Não entendem estes cidadãos que as Igrejas evangélicas exercem, no papel da sociedade brasileira, o papel que ONGs, associações e sindicatos jamais serão efetivamente: o de prestar serviço a uma sociedade que precisa de portos seguros nos quais as famílias podem - e devem - confiar.

Coisa que o baile funk e a escola de samba, por exemplo, nunca poderão ser efetivamente. Talvez o terreiro ou o centro espírita - que também são "igrejas", no sentido estrito da palavra.

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O protestantismo brasileiro é nosso. 

Um filé de frango à parmegiana, que só existe aqui - fruto do país que pega todas as tradições, amassa, junta à geleia geral que caracteriza o brasileiro mediano - e transforma em algo único, que não daria certo em outro lugar. Mas que, aqui, funciona. 

É o que importa.

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P. S.: aliás, que fique bem claro: mentalidade de neopentecostal, pedindo bençãos o tempo todo, é filha dos pagadores de promessas e giras de Exu. Não é protestantismo - muito menos cristianismo.

2.7.26

Sobre mudar ou não o horário do culto no domingo por causa de jogo da Seleção...

Companhia japonesa em início de operações no Brasil é aconselhada pelo RH a dispensar seus funcionários em dias de jogos - e ignora o aviso.

No primeiro dia: recorde de faltas.

No segundo dia, colocam televisores nos setores e mantém a produção ativa.

Resultado: recorde de erros.

No terceiro, capitulam. Interrompem a produção no horário do jogo, atendendo ao bom senso.

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"Mas a Confissão, na pergunta 'tal'...".

Sim, há o dever de respeitar o quarto mandamento, mas também se sabe que aquele que faz a obra do Senhor relaxadamente é maldito - ainda mais com motivos suficientes para não se concentrar no culto, como aquele "ooh" após o ataque da "canarinho", ou o grito de "gol" desavisado de alguém na porta do templo - seguido pelos estampidos entre agradecimentos (ou súplicas, a depender do resultado).

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Não tinha futebol no Antigo Testamento, nem no Novo - mas também não tinha Seleção, nem Brasil, este país no qual o Evangelho, apesar dos trancos e barrancos, cresce a cada dia.

(ao contrário de certas nações, que um dia foram motivo de orgulho...)

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P. S.: Como previsto, muitos por aí fizeram juras de amor ao sábado cristão e meio que impuseram o culto às 19h. Respeito - mas reitero: a concentração, no horário do jogo, será tendendo a zero.

P. S. II: Ironia das ironias, Haaland começou a acabar com o jogo no momento em que muitos saíram de casa para dirigir-se às Igrejas - e o jogo acabou às 19:04h, dentro do "atraso regimental" que costuma ocorrer antes do início de cada culto. 

Quem foi para o serviço divino, portanto, perdeu menos do que se imaginava... mas isso porque não teve prorrogação ou pênaltis. Nesse caso... ainda bem que não teve, né? Menos mal...

8.5.26

Helena Raquel: quando a denúncia vira pretexto para "o de sempre", FUJA!

O sétimo sentido que céticos como esse escriba possui manda que fiquemos bastante alertas quando pessoas "do mundo", que não tem interesse algum em exegese, aplaudem palavras ditas em eventos destinados à comunidade evangélica - como o caso da mensagem da pregadora Helena Raquel, cujo final ecoou de forma contundente para fora do arraial dos Gideões Internacionais.

Pena que foi só o final, a "lacração involuntária" em cima "duzomi", que ecoou de fato. 


Edificação genuína, aquela que aquece os corações e levanta os eventos? 

Muito pouco. Quase nada, na verdade.

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Antes de tudo, minha opinião pessoal sobre o assunto: abusadores, pedófilos, estupradores e agressores de mulheres merecem as penas da Lei e a exclusão do rol de membros de qualquer Igreja séria. Quem é comprovadamente culpado de tais atos precisa voltar aos catecúmenos para aprender novamente valores como amor sacrificial (que deveria ter desde o princípio) - e deveria reiniciar a vida longe da família de origem, já que traumas não se curam somente com palavras de arrependimento.

Dito isso, tenho um princípio que guardo para mim, e que aplico à risca em casos como esse: olhar bem quem está apoiando esta ou aquela postura dentro da comunidade cristã. 

Se aquela feminista crente urra de contentamento quando uma mulher ousa falar contra "uzomi" dentro de um evento para o qual foi convidada (e cujos diretores deviam saber o que estava fazendo), apoiada pelos mesmos grupos de pessoas que berram horrores quando um pastor conservador "se omite" por motivos de foro íntimo (relacionados, inclusive, com os crentes que pastoreia)...

... se este cenário, o dos liberais teológicos disfarçados que só sabem "lacrar" no meio cristão, se configura, a única palavra que meu cérebro consegue processar é... 

"FUJA!"

...

FUJA... de quem acha que a Igreja é o único lugar no qual existem pecadores. Sim, o "mundo" tem divulgado isso - mas, não custa lembrar, é mais fácil para uma mulher oprimida encontrar amparo e proteção dentro das comunidades evangélicas que no mundo "laico" das ONGs e do Estado.

FUJA... de quem acha que disciplina é cancelamento, principalmente pastores "machinhos" que dizem chamar o MP para levar agressores para a cadeia, mas nunca viram um pessoalmente.

FUJA... mas FUJA MESMO... de quem se aproveita de pregações contundentes (e necessárias) para "lacrar" e xingar os que insistem que a Igreja deve "cancelar" as pessoas - e não salvá-las.

FUJA... da aparência do mal, principalmente. 

Mas também FUJA da aparência do bem, que se disfarça de boas intenções, e que ignora 1:30h de mensagem para focar-se apenas na profecia da missionária, nos seus 5 minutos finais.

Até porque, ao final, o que importa para a maioria, sedenta pelo mais do mesmo que nutre os corações dos crentes todo domingo, é o de sempre: 

"cadê Bíblia? 

cadê Palavra? 

cadê o que alimenta nossa vida espiritual?".

...

P.S: Tem como criticar muita coisa do que foi dito por Helena Raquel... o evento em baixa (muita gente falou nisso em podcasts), o ataque "genérico", o apoio de "lacradores" convictos e liberais teológicos, verdadeiros lobos em pele de cordeiro...


Troquem o disco, senhores, no Brasil do filé de frango à parmegiana (feito para atender as necessidades das pessoas) não existe como usar este argumento sem cair no vazio...

5.6.25

Observações de aulas antigas de EBD, sobre liberalismo teológico... para leigos e não-tão-leigos-assim...

  1. o liberalismo teológico não é uma religião, mas uma corrente de pensamento - ele se liga à religião, mudando a forma pela qual ele pensa - um vírus que altera a interpretação teológica, submetendo os conceitos bíblicos à ordem social vigente (e deturpando a Igreja);
  2. o maior problema do liberalismo está no efeito rebote junto aos ortodoxos: para se tornar imunes ao movimento se agarram à confessionalidade de forma tão incisiva que repudiam quaisquer mudanças e atualizações que possam oxigenar a Igreja;
  3. separar "as Escrituras" da "Palavra" de Deus, declarando que aquilo que não se pode provar cientificamente é figurado: a Ciência comanda a Fé, não o contrário - tornando a Bíblia num livro "falível", submetido às regras do mundo;
  4. pergunta constante: porque o religioso quer aprovação da sociedade? 
  5. para não ser "atrasado" diante do mundo o religioso subverte a mensagem bíblica, fazendo com que a Igreja perca sentido enquanto portadora da mensagem divina;
  6. resultado: sal que não salga, igrejas iguais ao mundo, e ortodoxos agindo como remanescentes, agarrando-se ao século XIX para evitar os erros do século XXI;
  7. o liberalismo é perigosíssimo porque se traveste de igreja respeitável para falar ao povo, distorcendo conceitos e colocando Jesus de lado para ficar de bem com a sociedade;
  8. voltando à pergunta: porque o religioso quer aprovação da sociedade? 
  9. o cristianismo depende de fatos históricos, a partir do momento em que a gente acreditar que tudo é experiência a fé se perde, e o conceito de Igreja se dilui em "modernismo";
  10. de novo: porque o religioso quer aprovação da sociedade? para ser aceito por ela?
  11. o liberalismo teológico despreza a fé, tirando dela a autoridade para falar "per se" (e, com isso, joga todo o conteúdo sobrenatural da Bíblia no lixo - como desprezar a oração, por exemplo, dizendo que era apenas meditação);
  12. a teologia liberal abre espaço para outras "bombas", como ecumenismo irrestrito e adoção do progressismo como base auxiliar de doutrina (além de críticas aos ortodoxos, em especial às suas lideranças, acusando-os de ser parte do "atraso" da sociedade);
  13. o ortodoxo, no afā de manter-se imune ao liberalismo, passa a atacar tudo o que representa ameaça à Igreja tradicional - e, sem querer, acaba agindo de forma preconceituosa e ignorante (ao invés de ser inteligente);
  14. a teologia liberal é "bonitinha", todos fomos educados com base no iluminismo do qual ela bebe, MAS... o cristianismo não é uma religião feita para se adequar à sociedade, mas para subvertê-la e conquistá-la;
  15. de novo: porque o religioso quer aprovação da sociedade? para ser aceito por ela? ora... de que adianta ser aceito pela sociedade e perder a natureza principal, aquilo que você é?
  16. por outro lado... o medo do liberalismo teológico não pode, nem deve impedir a Igreja de entender as mudanças da sociedade, adequando-se aos desafios do século XXI sem perder a essência que veio dos reformadores;
  17. precisamos nos aprofundar do conhecimento nas Escrituras, MAS... um país no qual estudo filosófico é desprezado pode ensinar teologia a fundo? Além disso, relembremos: o remédio em excesso pode matar o doente - trazendo efeitos colaterais como hipocrisia (na base da pirâmide) e corrupção (no topo), por exemplo.
  18. para pensar, aliás: o liberalismo teológico mata a Igreja, mas o excesso de ortodoxia a atrofia... além disso, será que a Igreja "morreu" pelo liberalismo ou porque a sociedade virou as costas para Deus, forçando os Estados confessionais a relativizar as verdades bíblicas para manter um "cristianismo nominal" como religião oficial de nações que já não seguem a Cristo (ou nunca seguiram, de fato)?

e, para pensar...

porque o religioso quer aprovação da sociedade mesmo?

1.4.25

Genro do presidente do Conselho de Anciães da CCB na Igreja Presbiteriana: isso é polêmico inclusive na IPB...

@heinaroficial

BOMBA! EX-ANCIÃO RICARDO PAVANELLI ABANDONA a CCB e vai PARA a IGREJA PRESBITERIANA de PINHEIROS

♬ som original - Carlos Heinar


Se pelos lados da CCB isso é bombástico para os presbiterianos o problema não é menor.
(algo reiterado pelo próprio pastor titular da IP de Pinheiros em seu Instagram)?

11.3.25

Para pensar, sobre os evangélicos brasileiros

"O protestantismo brasileiro é místico, católico, anticatólico, imperial, participativo, de alma carismática, conservador nos costumes, liberal nas doutrinas e constantemente mutável - mas funciona apenas aqui, como o filé de frango à parmegiana, adaptação da adaptação criada de um prato que nem existe com esse nome, ou forma de preparo, em sua terra natal".

Ainda escreverei um texto sobre o assunto, mas o início já está pronto.

6.3.25

Perguntei para a IA: "Compare a estrutura dos dons espirituais (apóstolos, pastores, evangelistas, mestres e profetas) com os níveis de diretoria modernos (chamados C-Level)." Eis a resposta, bem inteligente:

Essa é uma comparação criativa e instigante! Vamos alinhar os dons espirituais mencionados — apóstolos, pastores, evangelistas, mestres e profetas, conforme descritos em Efésios 4:11 na tradição cristã — com os níveis de diretoria modernos (C-Level, como CEO, COO, CFO, etc.) em uma organização corporativa. A analogia exige certa flexibilidade, já que os contextos (igreja primitiva versus empresas contemporâneas) são distintos, mas podemos traçar paralelos com base em funções, responsabilidades e impacto. Vou estruturar isso de forma clara e comparativa.


1. Apóstolos vs. CEO (Chief Executive Officer)
  • Apóstolos:
    • Função: Na igreja primitiva, os apóstolos eram "enviados" (do grego apostolos, "mensageiro") para fundar comunidades, estabelecer doutrina e liderar a expansão do cristianismo. Eram visionários com autoridade máxima, como Paulo ou Pedro.
    • Características: Liderança estratégica, visão de longo prazo, capacidade de inspirar e iniciar movimentos.
  • CEO:
    • Função: O diretor executivo define a visão da empresa, toma decisões estratégicas e representa a organização perante stakeholders. É o "rosto" da companhia.
    • Características: Foco em inovação, crescimento e alinhamento da equipe com os objetivos globais.
  • Paralelo: Ambos são os arquitetos principais. O apóstolo planta igrejas e define rumos espirituais; o CEO cria a cultura corporativa e guia a empresa para novos mercados. A diferença está no propósito: um é espiritual, o outro é econômico.

2. Pastores vs. COO (Chief Operating Officer)
  • Pastores:
    • Função: Literalmente "pastores de ovelhas" (do latim pastor), cuidam do rebanho — os fiéis. São responsáveis pelo bem-estar espiritual, aconselhamento e manutenção da comunidade.
    • Características: Empatia, gestão de pessoas, foco no dia a dia.
  • COO:
    • Função: O diretor de operações supervisiona as atividades internas, garantindo que processos funcionem e que a equipe esteja alinhada para executar a visão do CEO.
    • Características: Habilidade operacional, resolução de problemas, cuidado com a "saúde" da organização.
  • Paralelo: Tanto o pastor quanto o COO são os "gestores do cotidiano". O pastor nutre a comunidade espiritualmente; o COO mantém a máquina corporativa rodando. Ambos lidam com o "rebanho" (fiéis ou funcionários) de forma prática.

3. Evangelistas vs. CMO (Chief Marketing Officer)
  • Evangelistas:
    • Função: São os "portadores de boas novas" (do grego euangelion), focados em espalhar a mensagem cristã e atrair novos convertidos. Felipe, o evangelista (Atos 8), é um exemplo.
    • Características: Persuasão, comunicação, alcance externo.
  • CMO:
    • Função: O diretor de marketing promove a marca, conquista clientes e expande a presença da empresa no mercado.
    • Características: Criatividade, estratégias de comunicação, foco em crescimento de público.
  • Paralelo: Ambos são "vendedores" de uma ideia. O evangelista "marketeia" a fé para novos públicos; o CMO vende produtos ou serviços. A diferença é que o evangelista busca conversão espiritual, enquanto o CMO visa conversão comercial.

4. Mestres vs. CTO (Chief Technology Officer) ou CIO (Chief Information Officer)
  • Mestres:
    • Função: Ensinam e aprofundam a doutrina, garantindo que os fiéis compreendam as escrituras e vivam de acordo com elas. São os guardiões do conhecimento teológico.
    • Características: Expertise, análise, transmissão de saber.
  • CTO/CIO:
    • Função: O diretor de tecnologia (CTO) ou de informação (CIO) gerencia a infraestrutura técnica e o conhecimento que sustentam a empresa, inovando e resolvendo problemas complexos.
    • Características: Profundidade técnica, pensamento analítico, capacitação da equipe.
  • Paralelo: Mestres e CTO/CIO são os "cérebros" da operação. O mestre forma a base intelectual da igreja; o CTO/CIO assegura que a empresa tenha as ferramentas e o conhecimento para prosperar. O mestre lida com verdades espirituais; o executivo, com dados e sistemas.

5. Profetas vs. CSO (Chief Strategy Officer) ou Conselheiro Visionário
  • Profetas:
    • Função: Inspirados por Deus, os profetas trazem visões do futuro, alertam sobre perigos e corrigem rumos. Na igreja primitiva, ajudavam a discernir a vontade divina.
    • Características: Intuição, previsão, orientação de longo prazo.
  • CSO:
    • Função: O diretor de estratégia (ou um conselheiro visionário, em empresas sem esse cargo formal) antecipa tendências, planeja o futuro e alinha a organização com mudanças externas.
    • Características: Visão prospectiva, adaptação, influência indireta.
  • Paralelo: Ambos são os "videntes". O profeta interpreta sinais divinos para guiar a comunidade; o CSO lê o mercado e o ambiente externo para posicionar a empresa. A diferença está na fonte da visão: sobrenatural versus analítica.

Diferenças Fundamentais
  1. Propósito: Os dons espirituais visam edificar a igreja e glorificar Deus; os cargos C-Level buscam lucro e sustentabilidade corporativa.
  2. Hierarquia: Na igreja primitiva, os dons eram interdependentes, sem uma hierarquia rígida (embora apóstolos tivessem primazia). No mundo corporativo, o CEO está claramente no topo.
  3. Fonte de Autoridade: Os dons derivam de chamado divino; os C-Levels, de mérito profissional e estrutura organizacional.

Reflexão
A comparação revela como funções de liderança transcendem contextos: visão, execução, comunicação, ensino e previsão são essenciais tanto na esfera espiritual quanto na corporativa. No entanto, enquanto os dons espirituais operam em um plano colaborativo e eterno, os C-Levels são mais hierárquicos e focados no curto/médio prazo.