Conclusões sobre a Lei Seca

Polêmica ou não a Lei Seca, que praticamente proíbe beber e dirigir, já nos permite tirar algumas conclusões sobre como é o brasileiro e como ele pensa, considerando-se pesquisa recente que disse que 86% aprovam a tal da Lei.

Isso quer dizer o seguinte:


- entre beber e dirigir, o cidadão prefere dirigir porque o status de um bêbado é insignificante e o de ter um carro é o máximo na "terra brasilis"; isso explica porque a maioria dos bares e restaurantes tem sofrido com a aplicação da nova lei, já que o indivíduo ia sozinho para o bar e voltava sozinho dele, de carro e sem táxi ou ônibus (porque o estacionamento vai pela hora da morte)

- dos 86% dos cidadãos que aprovaram a lei, a grande maioria vai do trabalho pra casa e de casa pro trabalho, sem passar em baladas ou eventos que envolvam bebida e diversão; aliás, a grande maioria até agradecem a Deus pelo filho parar de beber com as más companhias por causa da tal Lei.

- sob esse contexto a tendência mais forte é de que o ritmo das baladas sofrerá uma queda cada vez maior, a não ser que haja uma reversão na Lei ou o brasileiro aprenda a ser solidário na bebedeira com o seu semelhante (o que, convenhamos, eu duvido muito).



Concluindo: a Lei Seca nos permite dizer que brasileiro só é solidário no câncer e que somos, no fundo, um bando de caretas que ainda acredita que bons, mesmo, eram os tempos dos nossos avós (onde, aliás, nem tinha carro pra todo mundo e o bonde reinava na cidade).

Ou seja: certo está a Ipiranga, quando diz que brasileiro é apaixonado por carro - tanto que deixa de beber para dirigir tranquilo, tranquilo ...

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