26.8.26
25.8.26
22.7.26
Prosa, revisitada: Gabinete
Francamente... nem saberia dizer porque vim aqui.
Quer dizer, eu sei o porquê: tenho o coração amargurado, e dividido.
A dor do erro não é maior do que a resignação indignada, de quem vê que produz muita coisa mas não mostra o seu melhor...
... e não sabe como mostrar-se, porque sabe que para cada pancada na ferradura surge outra, no lombo e na vida.
...
Lembro da infância.
De ser bonzinho, dos estereótipos de quem nasceu com inteligência, mas foi desprovido de esperteza - e de capacidade para entender a vida.
Lembro do lado quietinho, do pouco fôlego para as brincadeiras, de não ser bom no gol - e ser péssimo na linha; das novas selas e dos livros, e...
... bem, não vou levar isso para o chororô.
...
Estou chateado, machucado, mas admito: não é bom sentir-se ovelha negra, só cantora famosa - e bem de vida - pode dar-se ao luxo de cantar desse jeito.
Mas é que...
... de repente começou a doer lembrar dele.
DELE.
DELE.
Dele.
...
Que fim terá levado?
...
Não sei, talvez hoje esteja velho, caquético... feio, bobo... burro.
Dizia saber caratê. Acabou querendo me dar mais do que isso.
Ou melhor...
... ah, olha aqui eu levando isso para o chororô, a autocomiseração desnecessária...
Que é isso, sou homem feito, casado -
PAI!
Pai... pai...
...
Não tenho que chorar por... por sentir-me só, com meus botões, livros e escritos, pelo medo da violência, da desvirtuação do próprio ser, do isolar-se, sentir-se podre, feio, bobo, mau...
... triste ...
... sabe, até que valeu a pena vir aqui. Obrigado.
...
Domingo, talvez, não tome o pão ou o vinho.
O coração aceita a "dura", é verdade.O cérebro, porém, finge divagar...
e não se conforma de que estes escritos não possam ser um traço, um espaço, um pequeno ponto que permita dizer que sou...
alguém.
...
Obrigado, mais uma vez.
Obrigado.
fps, 03/11/2023, 17:33
13.7.26
24.6.26
Dois. (ou: o candidato a ministro)
Dezessete horas, quarenta e cinco minutos.
23.6.26
Prosa, revisitada: Vossa Excelência
21.6.26
Um. (ou: porque tudo tem um começo...)
- Hmmmm... zzzz... uhmmmm... zzzzz...
A janela do quarto, mesmo fechada, deixava passar alguns raios mínimos de sol, o suficiente para anunciar que lá fora o dia já estava engatando a segunda marcha. Dentro do quarto, porém, uma singela mocinha se recusava a sair do gostoso estado de letargia que só um colchão fofo e cobertas quentinhas podem proporcionar...
... claro, isso apenas se a pessoa em questão tiver tempo para aproveitar tudo isso.
- Lu... Lu... acorda, Luna! Sete da manhã...
Nossa pequena abre os olhos - não imediatamente, claro; e nem os dois de uma vez, dado que o frio do inverno paulistano convida a chocolate quente, cama e colinho de mãe, ainda que não necessariamente nesta ordem. Seria um cenário ótimo para a preguiça - a não ser pelo detalhe do calendário: terça.
E o batente, hoje, é às nove. Em ponto. Sem dó.
...
- LUCIANA VALENTINA, ACORDA ou VOCÊ vai se ATRASAR para o trabalho DE NOVO!!!!!
O berro descompassado da mãe, que sabia tanto levantar falsos moribundos como ser ouvida de longe por mecânico cuidando de motor V8 de Chevrolet antigo, serviu. O corpo se levanta e segue para o banheiro, com a alma ainda em estado de suspensão, num lugar desconhecido, começando toda uma sequência de cuidados, essencial para o bem estar de Luciana pelo resto de seu dia.
Depois de um banho não muito demorado - já que não custa lembrar: ela está atrasadíssima - o cenário de caos organizado vai, aos poucos, se revelando a silhueta extremamente alinhada de uma garota de 21 anos, vestida com saia e blusa de alfaiataria, camisa branca e sapatos de salto não muito alto, que revelam uma beleza bem brasileira (de corpo e de rosto) e um rosto de boneca russa (talvez italiana).
Uma tiara vermelha emoldura o loiro dos cabelos, e o óculos de "gatinha" completa o visual: eis Luna Valentina, estudante de Direito, pronta para um dia de muito trabalho, estudo - e muitas emoções.
19.9.25
Poesia

10.9.25
Poesia
"Sonho um sonho só que não se sonha só sonhando.
Sonho o que sonho, e sonho sonhando um sonho que sonho.
Sonho contigo. Sonha comigo?"
fps, 10/09, 14:51
5.9.25
Poesia: Tudo é você

2.4.25
Poesia: Sonho meu
num tempo
22.3.25
Poesia
"Você estava lá, supersatisfeita no seu papel de mãe, pra lá e pra cá...
... e nem percebia que no meu peito fermentava um desejo.
de liberdade."
fps, 22/03/25, 10:35
27.10.23
Poesia, sem nome
nos momentos difíceis te olhar...e dizer:
tá tudo bem,
não se preocupe,
o dia e a noite passam e a alma doída se acalma...
Queria, não: quero.
Agora.
Hoje.
Sempre.
Pra sempre.
fps, 27/10, 00:30
23.4.23
Poesia: O compasso das estações
O compasso das estações
Grandiosas palavras,
singelos momentos,
profunda emoção;
são necessidades
que criam no mundo
a pura vontade
da reflexão;
de um novo sentido
para a estação
que se inicia,
a todo momento
em um sentimento,
total redenção.
Tudo isso em um dia,
que sempre se encerra,
tudo isso nas horas
de reflexão.
Tudo isso ao fim
de mais uma estação.
fps, sem data
2.1.23
Poesia: De Otávio para a cobra
De Otávio para a cobra
21.10.22
Poesia
"O amor é remédio,
a beleza, comprimido;
o poder, feromônio,
e a vingança...
... a vingança, amigo, é o gozo."
fps, 21/10, 10:10
15.8.21
12.8.21
Poesia: Não
NÃO.
Não vou mendigar carinho, afeto, abraço, chamego, beijos e tudo o que gostaria.
Se é para endurecer, que seja.
fps, 12/08, 13:04
16.6.21
Poesia: Ela não olha...
Ela não olha mais para mim.
E eu sonho, com o passado.
Não quero ir mais lá. Não posso.
E só tenho pena da pequena.
Estou cansado de amar, e não ser amado. Apenas isso.
Me ajuda?
fps, 16/06, 23:03
30.5.21
Poesia: Ok, Alexa...
- Tita, são dez horas. Vamos dormir?
- Ah, não. Quero só mais um pouquinho de chamego.
- Tita, são dez e meia. Vamos dormir?
- Ah, não... quero só mais um... uaaaahh...
- Querida, são onze horas...
- Nem vem que não tem, hoje estou muito cansada.
E assim caminho, rente ao precipício.
fps, 30/05, 22:00





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