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Mostrando postagens de Março, 2007

A origem do símbolo '@' utilizado na Internet (EXTRAÍDO)

@ Você sabe qual é a origem do símbolo arroba ?
Na idade média os livros eram escritos pelos copistas à mão. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava naquele tempo). O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos. Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra ( um "m" ou um "n") que nasalizava vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar. O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Daí foi fácil Francisco ganhar em espanhol o apelido Paco. Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus"…

Porque não valorizamos os verdadeiros heróis (ou porque é mais fácil ligar para o paredão do BBB que ajudar o UNICEF)?

Corre internet afora um arquivo pps comparando os "heróis" do BBB aos valorosos heróis de entidades conhecidas como o Repórteres sem Fronteiras e outras ONG´s de destaque, dando o devido reconhecimento a essas pessoas e entidades que tanto ajudam a melhorar esse mundo.
Entretanto faço um apelo às pessoas que elaboram esse tipo de pps: deixem a santa ingenuidade de lado e entendam de uma vez por todas que é muito mais fácil ligar a TV para assistir a final de uma Copa do Mundo ou de um SuperBowl que pedir a uma pessoa para olhar as mazelas humanas e fazer alguma coisa, até porque poucos são capazes de encarar as tragédias com a devida seriedade. Falando francamente: a grande maioria dos indivíduos que liga para o paredão do BBB já viu ou ouviu muita coisa ruim em sua vida, e quer um pouco de pão e circo antes de acordar no dia seguinte e seguir para sua labuta diária - e é para essa gente comum que são feitos os programas de TV, com toda a magia perversa da qual eles fazem pa…

Em breve: carros movidos a catavento que não andam nada ...

Deixe-me ver se entendi: quer dizer então que a Independent está alertando contra os riscos do etanol, falando sobre os dejetos industriais que não conseguem ser aproveitados facilmente (o nosso conhecido vinhoto)? Ou seja, nem o álcool etílico serve como combustível ecológico na opinião dos papas do capitalismo mundial? Parece-me que o risco de um cartel da cana, aliado às pressões do Greenpeace e similiares, estão queimando as oportunidades para combustíveis menos poluentes e que sejam ao menos viáveis para substituir o velho e bom petróleo, que pode ser poluente mas ao menos é eficiente na hora de se transformar em energia desde que inventaram o motor a combustão. Estranho como nessas horas alguém inventa de falar na energia solar ou na eólica, as únicas formas de se obter energia 100% renovável e 100% limpa; aliás, é engraçado que ninguém tenha citado isso ainda - talvez porque é extremamente caro e totalmente inviável gerar energia do Sol ou do vento para mover um carr…

Ele também vota?

Eleitor-fantasma
Em campanha para se reeleger à Câmara Municipal de Bauru, em 1992, o então vereador Edson Santos visitou uma residência na periferia da cidade paulista e pediu voto a um por um dos familiares. Na hora de deixar o local, parou na porta de um dos cômodos, que estava na penumbra, e acenou para o vulto que enxergou lá dentro: -Boa noite! Inconformado com o silêncio, Santos repetiu o cumprimento. Como de novo ficou sem resposta, o vereador, meio sem jeito, indagou ao dono da casa: -É seu filho? -Não, é só o boneco de Fofão-, respondeu o homem. (Contraponto, Folha de São Paulo, 05/03/2007)

Poesia

liberdade o livre pensar é um martírio o livre arbítrio é pesado o livre falar é um perigo o livre sonhar é amargo o livre amar é sentido mas livre é olhar sem pecado o livre viver de um amigo e livre querer ser querido. pensando bem, vou desfazer esse poema todo; é muita liberdade para um poema só ...

Leia - se tiver coragem

Que dor dói mais?
Maria Inês Nassif, em "O Valor" de 02/03/2007


João Hélio Fernandes tinha apenas seis anos de vida quando, no último dia 7, não conseguiu se livrar do cinto de segurança que o prendia ao banco de trás do carro antes que os assaltantes que renderam sua mãe arrancassem o veículo e o arrastassem por 15 minutos, 7 quilômetros, 14 ruas e 4 bairros. Ali terminava uma curta vida e iniciava, certamente, uma dor sem tamanho para a mãe, Rosa Maria Fernandes. E não deve existir dor pior do que a perda de um filho.

Delma Domingos de Carvalho, quase da idade de Rosa Maria Fernandes, oito filhos, chora também um filho morto que ainda não morreu. A. começou a construir a sua sepultura lá pela favela de Nhocuné, em São Paulo, com três anos a mais do que João Hélio. Continua lá, abrindo o buraco, pá por pá, até que a droga o jogue na sepultura. Foi internado pela primeira vez na Febem aos nove anos, outra aos 11 e a última aos 16. Depois "de maior", já …