20.2.09

Poesia


Um homem admirável

Queria fazer um livro,
encantou-se num bordel.

Lia Veja nosso amigo,
e ouvia muito Gardel.

Encantava-se comigo,
se espantava com meu fel.

Era doce, preparado,
muito mais que o doce mel.

Grande era sua paciência,
mui enorme seu cordel.

Tinha uma namorada,
que ele chamava de Bel.

Vivia sempre deitado,
recostado num dossel.

Era grande aquele homem,
mui enorme seu cartel.


De enorme valentia,
que era seu maior laurel.

Era bom aquele homem,
era um grande homem de bem,

um homem que, toda a vida,
nunca mal fez a ninguém.

Apesar do jeito manso,
e da sua voz embargada,

fizera daquele estilo
sua marca registrada,

pois o que ele era, no fundo,
era bem maior que o mundo:

era um homem, o amor e a coragem,
revelados, sem pudor nem véu.



Queria o amor profundo,
encantou-se num bordel.

Viveu para todo o mundo,
viveu só p´ra sua Bel.

Era um rapaz bem sincero,
tão doce e puro, qual o mel.

E por tudo isso que tinha,
e pelo que foi, e que é,

é que dizem:

"eis aí um grande homem,
que da vida merece um troféu".



FPS, 20 de fevereiro de 2009.

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