O lado bom das enchentes em São Paulo

Num resumo do que esse que vos escreve viu e ouviu nos últimos dois dias em São Paulo, ao menos uma coisa de bom aconteceu: felizmente descobrimos que o governo e a prefeitura dos sonhos da classe média paulistana são feitos de gente que erra tanto (ou até mais) do que os seus antecessores no comando da cidade.

Decisões desastradas voltadas exclusivamente a agradar o desejo de quem tem carro (como a Nova Marginal) e medidas cujo objetivo é criar a “cidade perfeita” da intelectualidade paulistana (Cidade Limpa e que tais) levarão os paulistanos a cada vez mais sentirem-se insatisfeitos com o lugar onde vivem, a não se sentir mais parte dessa selva de pedra, e tornarão seu mundo mais e mais insuportável, até que, para fugir de um pesadelo, sairão às pressas dessa selva de pedra, para não mais pisar aqui tão cedo.

Duvida?

Para quem deseja uma visão mais carregada do cenário de apocalipse que dominou as terras paulistanas, recomendo esse link, com uma crítica muito mais incisiva do que essa que eu escrevi.

Mas pode ter certeza, temos espaço para piorar muito, até o apocalipse definitivo chegar para nossa cidade – nessa hora 2012 será brincadeira perto do que vai acontecer por essas bandas; e para quem não gostou, só um conselho:

Sorria, meu bem … sorria … pois vai piorar, e muito.

Comentários

  1. Fábio, eu realmente lamento por São Paulo ter se tornado isso, e por estar caminhando ao pior ainda. Mas eu concordo com você, é bem feito! São Paulo só está assim porque a síndrome de eleite do paulistano o empurrou para isso. Com seus votos inconsequentes, com essa mania de grandeza e de achar melhor quer todo mundo, olha aí: está empurrando essa cidade maravilhosa para o precipício. E pelas mãos de seus intocáveis governantes. Uma lástima mesmo!

    Beijo

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Faça seus comentários AQUI.

Postagens mais visitadas deste blog

Conclusões sobre a Lei Seca

Poesia: Desespero da Arlequina

Dória prefeito: a vitória do que São Paulo é sobre o que ela deveria ser