8.12.09

Poesia

Sobre o ato de escrever e a escrita dos meus atos

Caríssima,

escrevo o que sinto.

Não sei se eu minto,

mas acho que é bom.

Não sei como penso

e dito esse tom,

mas passo a passo,

com esse compasso,

eu levo na vida

a estória.

Que digo, que penso,

sinto na memória.

Reflito, concluo,

procuro, caminho,

sentindo na vida

a nova escrita

de tudo o que penso,

de tudo o que sei.

Procurando a vida,

guardando, querida,

tendo já sentida

mais uma emoção,

eu vivo, sonhando,

assim, lentamente,

tendo tão-somente

a inspiração,

vontade ... e paixão !





Caríssima,

escrevo porque sinto.

E sinto porque escrevo.

Essa é a lógica de nossas vidas.

Esse é o motivo de eu ser como eu sou.







fps

Um comentário:

  1. Muito lindo! Muito bem construído. Parabéns, Fábio!

    Pelo que senti - porque seus textos a gente não lê, a gente sente - você também acha a escrita terapêutica? Não há, para minha vida, terapia melhor do que escrever. Seja uma crônica, uma crítica ou uma poesia, a gente vai conduzindo até que, quando vê, está sendo conduzido por essas letras. E ao invés de revelarmos, somos incrivelmente revelados. É lindo!

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