Assuntos nada agradáveis para uma sexta que promete polêmica

Uganda é considerado um país modelo para o cristianismo africano, e talvez é o único lugar do mundo onde a AIDS é combatida com abstinência e castidade, num exemplo apontado por inúmeras Igrejas cristãs como um modelo, pois combate a doença e a promiscuidade ao mesmo tempo.

Mas Uganda em breve será um país onde homossexuais podem ser condenados à prisão perpétua e até à morte, no primeiro caso que conheço desde a Idade Média em que o cristianismo é perseguidor, e não perseguido pelo “sistema”.

Vergonha para todos - mas em particular para cristãos verdadeiros, que querem trazer a Cristo pelo AMOR, acima de tudo.

O caso João Hélio retornou às manchetes de forma complicada, e até tem gente de esquerda questionando se manter a maioridade penal com 18 anos é realmente uma boa idéia, ou se deveríamos abrir exceções para os crimes hediondos em geral.

Não entro no mérito do benefício que queriam conceder ao assassino do rapaz, até porque a avaliação do juiz é bem diferente do que a sociedade gostaria que acontecesse com os assassinos do garoto; entretanto, é bom saber que programas como o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte e instituições como a Projeto Legal existem num país como o nosso.

Até porque o mesmo empenho demonstrado em fazer “justiça” no caso do garoto de classe média não acontece quando a vítima é uma menina colocada na mesma cela de bandidos perigosos no interior do Pará, não é mesmo?

E, em tempo: quanto à maioridade penal, que sempre se quer rever na hora em que casos como esse aparecem, sou favorável a redução da mesma desde que seja acompanhada da redução da maioridade como um todo, e não só para a parte “punitiva” do negócio.

Ora, já que um adolescente que pode ser punido como um adulto também deve ter os direitos de um adulto, como abrir conta corrente sozinho, casar, dirigir e (principalmente) trabalhar, que é o que mais se precisa para tirar o cidadão do que nossos avós chamavam de “mau caminho” e os pais, de “más companhias”.

E, se o adolescente pode ser punido como um adulto, ele também pode colocar piercing onde lhe der na telha sem autorização de ninguém …

Ou será que não? (rs…)

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