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Mostrando postagens de Julho, 2013

Poesia

Reflexões sobre o vazio existencial de um ser humano qualquer (que deveria estar afogando as mágoas num bar e não fazendo poesia) Quando eu morrer, não me enterrem em qualquer lugar. Me cremem, assim ocupará menos espaço. Quando isso acontecer, façam um favor a mim: botem uma webcam no funeral. Assim, quem não quiser vir à Igreja não precisará sair de casa para me homenagear. Apenas fará suas orações, desligará o equipamento e seguirá para sua vida. Quando eu daqui sumir façam o que quiser com meus emails, meus sonhos e meus pensamentos. Apenas mantenham meu registro virtual.
Não mexam no Orkut, no Facebook, no blog, no flog, no Twitter, no Show ... (aliás, o que é Show?). Isso peço para que eu seja eternizado, enquanto os servidores do mundo estiverem no ar. E para que todos se lembrem de quem um dia eu era. Do que eu fiz. E do que eu fui. fps, 01/01/10, 21:04

Poesia

meio-exílio iii (lembranças desconexas)
quando sair desse mundo, peço: estourem um champagne aqueles que me detestavam.
pelo menos, em minha honra, façam isso.
porque alguma coisa eu tenho que ter provocado em alguém.
do meu meio-exílio eu vejo um pedido, para que torne à casa.
e meu corpo se encharca no nojo, meu e de tudo aquilo que me cerca.
tenho medo de perder-te, de me perder e não retornar a ser o que era.
mas o pior é que já não quero mesmo ser o que era antes.
quero ser mais do que isso.
quero estar entre os vencedores, embora não esteja com forças para pensar nisso.
preciso concentrar-me no foco, no foco do hoje, do agora, e construir, passo a passo, a minha vitória.
mas pode ter certeza: aqueles que me detestam estão prontos para estourar o champagne, doce e forte, do meu fracasso.
pena que só verão meu fracasso definitivo morto, pois só desse jeito abandonarei a luta.
estou cansado, fraco, ofegante, paralisado, mas o amor é meu combustível.
mais que o ódio, que me serve de …

Poesia: 114

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Da janela do quarto
do apartamento, de fundo pra rua, eu vejo o metrô; e nele, pessoas, correndo, zunindo, em transe indo e vindo, estranho torpor. Da outra janela do apartamento eu vejo a avenida, e os carros passando; sirenes tocando, e outras janelas, visões diferentes no mesmo visor. E lá na cozinha do apartamento pequena janela avista um mundico; é perto da área, de onde se avista um pouco do céu, pequeno - que amor !!! Finalmente a sala do que é meu "ovinho", na qual a janela avista o mundo. O centro ao fundo, bem longe o verde, e em tudo a visão de um mundo de cor. Bemvindos à minha humilde casinha branca instalada nos céus de S. Paulo ... fps, 03/06/2005, 18:15