Poesia: 114


114

Da janela do quarto

do apartamento,
de fundo pra rua,
eu vejo o metrô;
e nele, pessoas,
correndo, zunindo,
em transe indo e vindo,
estranho torpor.
 
Da outra janela
do apartamento
eu vejo a avenida,
e os carros passando;
sirenes tocando,
e outras janelas,
visões diferentes
no mesmo visor.
 
E lá na cozinha
do apartamento
pequena janela
avista um mundico;
é perto da área,
de onde se avista
um pouco do céu,
pequeno - que amor !!!
 
Finalmente a sala
do que é meu "ovinho",
na qual a janela
avista o mundo.
O centro ao fundo,
bem longe o verde,
e em tudo a visão
de um mundo de cor.
 
Bemvindos à minha humilde casinha branca instalada nos céus de S. Paulo ...

fps, 03/06/2005, 18:15

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conclusões sobre a Lei Seca

Poesia: Desespero da Arlequina

Porque as Igrejas não discutem o que acontece na sociedade? Mais ainda: será que salgamos o mundo como deveríamos?