29.1.17

Contra a globalização, contra o globalismo: eis que Trump vem aí...

Um cidadão que foi eleito pelo americano dos rincões e das áreas pobres (e nacionalistas ao extremo) dos EUA não poderia fazer outra coisa senão proteger seu povo - e dar-lhe, enfim, esperança.

Isso é o que Donald Trump está fazendo nos EUA, num choque para quem via Obama, o presidente do mundo, fazer uma administração "bossa nova" demais para o gosto do estadunidense médio.

Fosse um brasileiro, falando duro com quem atrapalha o país, o povo aqui aplaudia. Ou não.

De fato, não mesmo: nossas elites, tais como Hollywood, também desceriam o sarrafo em um presidente que não adotasse o "modelo Imagine" de (falsa) união global.

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Esse que vos escreve ia falar antes, mas há tempo para um alerta: Trump está contra o globalismo e a globalização, contra o mundo sem fronteiras (e religiões, e ideologias) e contra a segmentação econômica (que faz com que os países sejam especialistas demais, e reféns do que fazem melhor).

Ambos, a médio e longo prazo, são nocivos para o cidadão comum. 

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Comecemos pelo globalismo, a tendência de querermos acabar com as fronteiras.

Nada mais insano: Estados, isoladamente, sempre serão mais fortes que organismos transnacionais, influenciados por burocratas que não conhecem a sola do sapato de suas pátrias. Trazem mais benéficos aos seus povos, ainda que num primeiro momento isso pareça uma tragédia.

O que parece lógico, pois quem vive nos grandes centros mundiais acha que está em um mundo global - quando, na verdade, se ilude ao achar que aquele religioso "gente-boa" que está do teu lado realmente acredita no que prega sua fé.

Ou vocês acham que o prefeito de Londres é muçulmano de fato e de direito, hein?

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Quanto à globalização, no sentido econômico, raciocinem comigo: um país tem vinhos, e o outro, tecidos. O país dos tecidos faz um contrato de livre-comércio pedindo para o país dos vinhos liberar seu mercado indistintamente, em troca de abrir seu mercado para os vinhos do vizinho. O país dos vinhos concorda, pois terá mercado constante para seus produtos.

Perfeito, aparentemente. Entretanto, Portugal chora até hoje o tratado que fez com a Inglaterra, que lhe custou a possibilidade de crescimento econômico, e até mesmo perda de soberania.

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Soberania. Palavra fora de moda - mas que, agora, está voltando, com bastante força.

Trump conseguirá recuperar o orgulho americano? Não sei, francamente. Não tenho nem ideia do que comerei no café-da-manhã. Contudo, tenho certeza: o cidadão médio americano está com ele. 

Mais do que o "globalizante" que foi ao JFK hoje pensa.

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