24.10.05

Conclusões sobre o referendo

Tudo bem, venceu o NÃO e, embora a maioria dos brasileiros comuns nem queira saber de portar uma arma, poderemos comprar munição e um três oitão legalmente sem ser presos por isso; e tem muita gente tentando concluir alguma coisa sobre o terceiro processo de consulta direta à população sobre um tema qualquer na sua História.
 
Ibsen Pinheiro, por exemplo, vai ao fundo da questão ao declarar que o brasileiro está cansado de inventarem leis sem substância (aliás, ele foi o que chegou mais perto do que eu acredito): http://noblat.ultimosegundo.ig.com.br/noblat/visualizarConteudo.do?metodo=exibirArtigo&codigoPublicacao=12280.
 
Já Marcos Sá Correa vai além, dizendo que existe um sentimento de indignação geral que está sendo detonado pelo referendo, o 'que se vayan todos' tupiniquim (que, aliás, dá medo mesmo): o link é http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=8&textCode=19043&date=currentDate&contentType=html.
 

Mas acho que faltou a melhor das opiniões - ou seja, a do dono deste blog, que prometeu falar alguma coisa e não cumpriu.
 
Bom, o que eu acredito é o seguinte: brasileiro reclama de políticos, reclama de votar, reclama da corrupção e reclama até de ser chamado para votar - mas ainda não aprendeu que numa democracia se as coisas dão certo ou errado é principalmente porque nós deixamos que elas sejam assim e não fazemos nada para mudar as coisas de verdade nesse país.
 
Sejamos francos: os mesmos cidadãos de bem que decidiram dar um basta no politicamente correto de hoje são os mesmos que elegerão Lula no ano que vem se a política econômica estiver dando pro gasto, ou que elegerão o Serra por odiarem o Lula; eles não votarão nas propostas, nem vão examinar coisa alguma em 2006, mas vão votar no amigo do amigo ou no fulano de tal que prometa a primeira barbaridade que aparecer pela frente como se ela resolvesse alguma coisa, como a pena de morte, por exemplo, que não pode ser aprovada a não ser que os brasileiros queiram queimar dinheiro à toa.
 
Não sejamos bobos - a grande maioria dos eleitores no Brasil não vê o voto como um direito, mas sim como um dever, e ainda acredita que um iluminado vai chegar do nada, mandar e resolver todos os problemas do nosso país de uma hora para a outra; e acha, bem lá no fundo, que o problema do Brasil se resolverá quando o Chuck Norris for o presidente e botar para quebrar matando Fernandinho Beira-Mar e mais dez, se esquecendo de que um país muda quando os cidadãos mudam, e não o contrário.
 
Infelizmente estamos longe de uma solução; e isso é muito triste, porque tão cedo não haverá outro referendo por aí (aliás, bem feito para os politicamente corretos de plantão, quem mandou pensar que a população era burra? Quebrou a cara, aí SIM ...).

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