Lei da Homofobia: mordaça gay ou justiça para os gays?

Quem acessa esse blog vê ao lado uma seleção de artigos aparentemente desconexos, sobre assuntos tão diferentes quanto religião, política, TV e o “etc.” que justifica o nome desse blog; nenhum assunto, no entanto, é tão polêmico quanto a luta da causa gay para a aprovação da Lei da Homofobia, e o violento repúdio que as Igrejas evangélicas brasileiras tem a respeito desse assunto.

E a briga é extremamente séria, considerando-se que os evangélicos andam chamando o PL que criminaliza a homofobia de “lei da mordaça gay” (por punir com penas severas quem fala contra homossexuais) ou também “lei da heterofobia”, pelo mesmo motivo.

Não se sabe, contudo, de evangélicos que tenham sofrido ataques de skinheads na rua por causa de sua fé, nem tampouco de casais heterossexuais tendo seus direitos prejudicados porque a lei não reconhece relação estável gay como casamento; aliás, é muito fácil pessoas perderem heranças pois companheiro não existe como família para o Estado – e isso só como um exemplo de direitos que os gays não possuem e os heterossexuais tem garantido no Brasil.

O objetivo desse projeto, em princípio, é mais simples do que parece: equiparar a homofobia ao racismo, sexismo e outras discriminações punidas severamente pelas leis brasileiras – é bom lembrar, no entanto, que nenhuma discriminação acabou por causa disso, e que veladamente tais comportamentos ainda estão muito presentes na sociedade, vide discussões sobre cotas raciais, ações afirmativas e etc. e tal. - sem falar no casamento gay, que é permitido no religioso (já que não tem efeito legal) mas vetado no civil, no maior absurdo das discussões sobre essa Lei.

E, enquanto isso, o mundo gira, a lusitana roda e a polícia continua agindo do mesmo jeito contra os discriminados de sempre … pode?

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