Belo Monte e o dilema ambiental brasileiro

Tá bom, tudo muito bonito, gente ... vamos preservar a floresta, salvar os índios, o ecossistema e deixemos para discutir bastante a questão de Belo Monte, assim o impacto ambiental será mínimo e nós, em nossas casas, poderemos dormir com tranquilidade sabendo que mais um pedaço da Amazônia estará livre da exploração predatória que tanto maltrata os mares, rios e florestas do planeta.

Entretanto, quem vai fornecer energia para o Brasil quando ela estiver em falta?


Infelizmente não se fala muito a verdade sobre energia limpa pois ambientalista não costuma se preocupar com o quanto se gasta com ela; aliás, não me surpreende o raciocínio, já que é do Greenpeace a célebre idiotice de se dizer que "dinheiro não se come" - como se dinheiro não comprasse o que se come, e como se pessoas comessem grama ou árvores ou terra.

Mas, tirando esse raciocínio, vamos à duas péssimas notícias para o Brasil: a primeira é que energia hidrelétrica é limpa depois MAS estraga boa parte do ecossistema para construir os lagos e efetivamente obter produção numa usina.

Ou seja, algum estrago nós faremos ao meio ambiente, quer se queira, quer não.

A segunda é que as formas alternativas ainda são caras e ineficientes para gerar a energia que precisamos para o nosso desenvolvimento - e não me digam que o Brasil tem vento suficiente para tanto, porque em nenhum lugar do mundo a energia eólica se sustentou sem subsídios pesados em cima dessa prática.

E que, aliás, também tem custo ambiental – e mais pesado do que parece.

Se é para bloquear Belo Monte, que se invista logo em energias que dêem retorno ... que tal usina nuclear, por exemplo?

Só teremos problemas com o lixo tóxico, mas e daí?

Um armazém fechadíssimo, para evitar contaminação, e está resolvido o problema – até o próximo acidente ou negligência da parte do irresponsável de plantão.

Agora, deixando de ironias, uma pergunta para reflexão: quando é que vamos ser capitalistas para ganhar dinheiro, e socialistas para gastá-lo?

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