20.3.14

Prosa: O desafio de escrever um poema

O desafio de escrever um poema

“O real caiu / o dólar subiu / recessão se instala entre nós
o povo sorriu / o homem cresceu / aniquilando a todos nós ...”

Que nhaca! , pensava eu naquela manhã cinza de setembro, em que o céu chuvoso fazia crer que nada de especial apareceria para encher meus olhos de contentamento. Mas, bem, era um dia chuvoso, como já disse, e, sem nada p´ra fazer além de encher-me de pálida paciência e olhar o mundo cão à minha volta, pensava no que escrever naquele dia horrível, em que nada parecia dar tão certo como deveria ...

“Ah, que saudades eu tenho / Da casa que jamais eu via
Do tempo que eu jamais tive / Da vida que nunca vivia ...”

Parecia mais chato ainda, aqueles versinhos tão chochos que eram indignos da imaginação que um homem como eu sempre tive. Parecia um tédio, um tédio infinito, daqueles que nada valiam, e que não tinha muita idéia de como terminariam. Bem, bem, voltemos ao texto - se é que ele vai sair ...

“Nos meus tempos de playboy / Ah, como isso resolvia
As mulheres ao meu lado / Os homens, na tal sangria
Esperavam que eu passasse /  A pular, com alegria ...”

Infantil, chato, piegas, tão vulgar como literatura de cordel - não que eu não goste, mas não parece sofisticado para um homem como eu. Bem, pensemos mais um pouco e veremos onde vamos chegar.

“Que tédio, que vida, que nada / Que impulso eu poderei ter
Se na vida, de tão grandiosa / Nada mais irei compreender ?”

Enfim, alguma coisa que prestou! Ainda não é o que quero, mas até aí ...

- Queridô, você não vem para a cama? Tá tão bom aqui ...

Hum ... bom estímulo para pararmos por aqui com esta estória, pois, como eu mesmo digo:

“Nada mais há melhor que a escrita / Nada mais, nada mais não será ?

Sinto muito mas há uma coisa / Muito melhor, que é o amar...”

fps, revisado e revisitado em 01/06/2013

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