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Mostrando postagens de Agosto, 2015

Mais pitacos do "mal-humorado" ...

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Ciclovia trava Paulista, Haddad passa por cima das associações de moradores e decreta: todo domingo a avenida mais formosa de São Paulo será "devolvida à população". E retirada do mapa.
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Aliás, tudo contra se fechar avenidas nos dias em que a população pode ter o trânsito facilitado. O cidadão que pegava o carro, e ia para longe de casa, não vai abrir mão do conforto.
Ônibus? Metrô? Prefiro ficar em casa, curtindo meu sofá.
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"No meu tempo bastava um olhar para baixarmos a cabeça, porque a gente sabia que em casa ia ter". Frase dita por pais durões que se adocicaram, e tentam dar aos netos o que os filhos não receberam antigamente.
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E, em tempo: bate-se mais nos filhos hoje do que antes. Talvez porque os tempos atuais são de contestadores, que não foram castrados pela ditadura dos pais que hoje são avós.
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Escola da PM? Volte a página, para "colégio militar".
Mas ainda prefiro "escola de aplicação". Ou "ensino técnico federal&quo…

Pitacos diversos, em tempos de manifestação

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"Coxinhas" saem as ruas no dia 16. "Petralhas", no dia 20. Mas o cidadão comum, este ficará em casa.

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Projeto da Prefeitura quer mudar nomes de ruas relacionadas à ditadura. Custear as despesas de quem vai ter que trocar todos os dados por causa da mudança, ninguém quer, né?
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Monotrilho, Sabesp, Osasco. Mas São Paulo, o Estado, não está em crise.
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Governo Federal: enquanto o comércio fecha as portas, Dilma fecha as janelas do carro. Como os governantes soviéticos, finge que está tudo bem. Até quando, não sei.
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Marta se mexendo, Russomanno e Datena, até João Doria no páreo. E eu com raiva, porque o Haddad poderia ser tudo de bom - mas preferiu governar para os 2% que não valem nada.
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Enquanto a cidade estiver nas mãos de gente que conhece mais da Europa do que do boteco da esquina, devemos sentar. E chorar. E esbravejar. E votar em quem expulse os "vendilhões do templo" da Prefeitura.
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Igrejas não pagam impostos - mas não é isso que diz …

Prosa

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Luciana
            Nada pode se comparar aos dias em que tive Luciana comigo. Seus olhos, sua boca, o doce andar de seu corpo gracioso passando cantante na areia, em dias de sol - e que faziam este corpo moreno e bronzeado mostrar seu valor, com a brisa do mar cintilando, brincando com o ar, fazendo sorrir seus cabelos bonitos, e longos, e finos, de uma textura agradável aos olhos - e bem mais, ao tocar.
            Oh, Luciana querida, como te quis ao meu lado, sorrindo adoidado, seu corpo “caliente” fazendo em mim tudo aquilo que eu pude - e até o que não podia, já que eu era um louco, um imenso maluco, a te procurar dentro em mim, sem no entanto tentar te encontrar, ou mesmo te entender.
            Reencontrei-a em um bar. Estava alegre, contente. Como sempre, sorridente. Sorria p´ro mar e p´ra vida, sorria bastante, sorria demais, sem cessar. Sorria contente, não sabia o porquê. No entanto seus olhos já não eram os mesmos, pareciam simples sombras do que eu já vira um dia ali.
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Poesia

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Corrida contra tudo
Um homem corre na escuridão.
Corre com medo de uma paixão.
Corre com medo de um grande vulcão.
Corre por medo de um dia pensar.
Corre com medo de um dia falar.
Corre sem medo do que há de vir.
Corre, por medo do que há de existir.
Corre, com raiva, com chuva, suor, corre, fadado a uma destruição, corre, que corre, num grande infinito, corre, pois corre de todos também.
Corre, que corre, meu Deus, como corre, o homem, no meio da escuridão.
Corre de medo, por um calafrio, corre de si, e do medo, assim, pois corre com tudo, o homem, no escuro, e corre de todos, pois corre de si.
Corre o homem, com medo do mundo, corremos nós que vivemos aqui.
Corramos todos, pois tudo aqui muda, corramos mesmo, p´ra fora daqui.
Corramos muito, pois o tempo corre, e quem já não corre mui morto está.
Corramos, pois, esperando o futuro, pois nosso presente sombrio será.

fps, 22/02/1996