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Mostrando postagens de Janeiro, 2015

Poesia, revisitada ...

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O sonho e o sofrer (II)
Princesa, quisera eu poder ver-te.

Quisera todo o tempo ...

Quisera que o tempo parasse, para estar bem junto a ti.
Dá-me de teus carinhos, para que eu possa viver o tempo que jamais vivi.

Dá-me dos teus destinos, dá-me a vida que eu não tive.
Eu, caminheiro errante, desde os tempos que nasci, vivo para ver os teus olhos.
Ando tão só, neste mundo ... no mundo que escolhi ...

Dá-me mais do teu sorriso, para que eu seja feliz.

Dá-me a felicidade.
Dá-me ... ou deixe que a dê.


Princesa, a felicidade existe.
Sei que em teus caminhos encontraste tristezas, dificuldades, desilusões, choro e dor.
Mas, princesa, a felicidade está em todos os caminhos por onde passamos.
Procure a felicidade, princesa, e a encontrará, pois, em todo canto que andares, haverá motivos para estar feliz.

E quem me dera ver-te feliz sempre e sempre, minha doce princesa.

Sempre ... feliz.




fps, 12/01/2015

Brasil 1, Indonésia 0 (ou: reflexões esparsas sobre pena de morte e tráfico de drogas)

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Estranho ver a reação da "brava gente brasileira" com a execução de Marco Archer, ocorrida hoje na Indonésia. 
Gente que defende pena de morte no Brasil para todo e qualquer crime hediondo (e mesmo os não-hediondos, como a nossa decantada corrupção) se divide entre os que apontam a Indonésia como exemplo e os que não sabem o que dizer quando veem um compatriota seu sendo enviado à morte "por tão pouco".
O mundo civilizado é contra a pena de morte, e não é por menos: não há como reverter tal punição, e nenhum pagamento em pecúnia traz de volta a vida de alguém. Nosso país, nesse contexto, age muito bem, ao endossar os tratados internacionais que regem o assunto, e que condenam essa forma de sentença.
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(Aliás, para os desavisados: tratado internacional aprovado pelo Congresso equivale à botar o texto na Constituição, o que significa que dificilmente a pena de morte entra no nosso ordenamento jurídico).
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Dito isso, está todo mundo cumprindo seu papel: o president…

Prosa

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Quando dois olhares se cruzam

Nunca deixarei de esquecer o sentido dos olhares que se cruzam por entre os cantos de nossas vidas, pois eles dizem muito a nós mesmos, e a nossos sofridos corações.
Quando dois olhares se cruzam, a vida corre da melhor maneira possível, sejam eles olhares firmes, felizes, sofridos ou agoniados, bem-dispostos ou cansados, mas olhares enfim.
Quando dois olhares se cruzam, a vida parece parar, o tempo também pára, e dá vontade apenas de contemplar o olhar do outro, magnífico olhar que traduz um sentimento forte, limpo e translúcido como água correndo de uma nascente, ou fogo ardendo na lareira dos corações de quem se olha desse jeito.
Quando dois olhares se cruzam, parece que o mundo não existe mais, pois foi tragado pelo simples fato de que alguém olha para nós, e nos vê, e sente nosso interior pulsando, firme e forte, diante da presença desse olhar.
Talvez dois olhares cruzando-se não signifiquem nada. 
Para mim, significam tudo.
Porque, quando dois olhares se …

Quem sou eu?

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Quem sou eu?
Eu sou aquele seu colega de trabalho, que está do teu lado, mas que você não conhece. 
Talvez você tenha ouvido falar do meu nome, só de relance, ou tenha visto minha foto na parede, naquele comunicado da firma ou na lista de recados. Você pode ter me visto de longe - e nem me reconhecido, ou parado para me cumprimentar (e isso porque, ora, você não me conhecia, claro!).
Pode ser que você já tenha falado comigo. Pelo telefone, ou pessoalmente, para que eu lhe resolvesse "alguma coisa". Ou para "me resolver alguma coisa", não sei - afinal, quem é prestador de serviços também pode precisar de "uma ajuda".
Para alguma coisa.
...
"Uma ajuda". "Alguma coisa". "Alguém". Sempre no indefinido. 
Não temos nome, até que alguém nos diga "bom dia". 
"Boa tarde". "Boa noite".
"Olá, tudo bem?"
E, no entanto, não paramos para pensar ... "quem é esse cara que eu cumprimentei, mesmo?&q…

Prosa

Apresentando o filósofo
                Conheci o filósofo volta de uma viagem que fiz ao interior do Nordeste (ou será do Norte ? Faz tanto tempo que nem sei ...). Era um senhor, já avançado em dias, cabelos grisalhos combinando com o sol da tarde que fulgia pelos campos ressecados pela seca, boca corroída pela falta de cuidados, barba grossa e grande combinando com a túnica que usava (branca de início, gasta pelo tempo). De mente já muito usada, jurava ser ele o homem que nascera “há dez mil anos atrás”, como diria o saudoso Raul, e que fazia dele um homem santo, consultado por uns, odiado por outros e ignorado pela grande maioria das pessoas. Mas não é disso que quero falar agora.
                O fato é que o velho era um sábio. Um sábio de muitas palavras, de poucos costumes, de pele morena, curtida no sol, mas que sempre sabia encontrar um jeito sábio de encantar aqueles que se sentavam para ouvir suas palavras. Um homem de muita fé, fé que ele cultivava de um jeito todo partic…

Poesia: Desespero da Arlequina

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arlequina disfarçada
procura por vingança.
já nem tem mais esperança.
é amor despedaçado, desesperado, desconfiado.
traiçoeiro, sem afeto.
traição de um amor que nunca existiu de fato.
o coringa fugiu,  ficou a dor.
e um monte de filmes para menininha.
fps, 04/03/2014, 19:30

Ainda sobre o atentado ...

Para pensar, sobre o atentado ao Charlie Hebdo

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Se vocês querem saber, eu tenho pena, mesmo, é do coitado do muçulmano que resolveu pegar a malinha, sair de sua terra e, tal e qual muitos migrantes brasileiros, "fazer a Europa", fazendo o trabalho que muito europeu não está a fim de fazer porque é o que sobrou para quem "topa tudo".
Ou quase.
...
Tenho pena da mulher que vê o véu como uma forma de se resguardar, para seu Deus e para seu homem (sim, SEU homem, pois ela não se sente "qualquer uma" para se expor por aí feito carne) - e que não precisa, nem quer, ser libertada por quem não acredita no Cristo mas quer se casar na Igreja, ou pelos que acham que ela se sente infeliz daquele jeito.
Ou, ainda, pelos que confundem o animismo primitivo com as origens do "verdadeiro" Islã. 
...
Ou, ainda, bandido com "ayatollah".
...
Tenho pena dos filhos deles, nascidos em solo francês, ou alemão, mas que não se sentem daquela pátria - porque não são tidos como verdadeiros "citoyens"…