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Mostrando postagens de Março, 2016

Impeachment: o povo não está nem aí ...

Luis Nassif, com a megalomania característica de quem está trabalhando constantemente com teorias da conspiração, fala agora que realmente "Não vai ter golpe". Ignora a célebre frase de que a política é como as nuvens, que ora estão de um jeito, ora de outro - e que movimentos como o MTST representam, na vida real, absolutamente nada (pois mesmo o mais esquerdista do cidadão comum ainda pensa que sem-teto e sem-terra são baderneiros sem ocupação nenhuma).
Sejamos absolutamente francos: Dilma Rousseff pode ter até legitimidade plena para governar, e não vai largar o osso que conquistou com tamanha dificuldade, mas não tem vontade nenhuma de elaborar um plano de ação para tirar o país da draga em que se encontra. Aliás, não é porque a presidente não sabe - é porque ela não QUER, mesmo, deixar de seguir as teses desenvolvimentistas em um nível mais irresponsável do que os planos do governo Sarney.
Serão meses difíceis, duros, de idas e vindas - e que refletirão os traumas de u…

Ponderações sobre mais uma semana de manifestações: do nada ao lugar algum

Desistam de pensar que Dilma renunciará. Ela tem nas veias o sangue guerrilheiro, e as lembranças de 64 vivas na memória - e no corpo, varado pelos torturadores até dizer chega. 
Jango, na única medida consequente de seu governo, assumiu a derrota, pegou a malinha e foi para o Uruguay - e os militares não largaram o osso. Vocês acham que, com um retrospecto desses, ela agiria da mesma forma?
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A turma que foi defender o PT e Lula nas ruas é menor, mas tem um líder e uma organização muito mais forte - além de ser apoiada, por fora, pelos traumatizados do golpe (que defendem respeito às instituições mesmo quando elas estão indo para o buraco).
O antipetismo, contudo, tem força suficiente para pisar na moral governista até forçar a renúncia. Além disso, o mercado está do lado de quem der uma solução - nem que seja o "impeachment".
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Perguntam por aí porque comunista usa vermelho ao invés das cores da pátria. Segundo a Wikipedia, trata-se de uma metáfora, do sangue dos trab…

Uh-oh ...

Amanhã, manifestação da CUT e movimentos sociais.No MASP. Perto da FIESP, onde os antipetistas vão acampar.Prepare-se ...
Publicado por Fábio Peres em Quinta, 17 de março de 2016

O impeachment e o impeachment: é a saudade dos militares, estúpidos!

Matéria do blog Jornalistas Livres analisa de forma contundente a soma do papelão de Aécio e dos tucanos, escorraçados da manifestação em São Paulo, combinada com os 3 milhões nas ruas: "A primeira impressão é de que o lulismo vai botar muita gente nas ruas dia 18. Não tanta gente como a direita da“antipolítica”. Mas ficará claro, depois do dia 13 e do dia 18, que nas ruas só há duas forças: a extrema-direita que quer escorraçar/trucidar os políticos (inclusive tucanos) e o lulismocom apoio sindical/orgânico, de movimentos sociais e de certa centro-esquerda que se contrapõe à barbárie bolsonariana.Ou seja: Lula e o PT têm alguma força para resistir na rua. Do outro lado, há a sombra ameaçadora do fascismo. O PSDB ficará esmagado entre essas duas forças." Questione-se o site, mas não sua conclusão: os tucanos acharam que poderiam pegar o bonde que movimentos como Revoltados Online e MBL tinham montado desde 2015 como se fossem os grandes vitoriosos, e como se a derrota fosse …

Impeachment ou não impeachment: uma análise do que vem por aí

"Massa humana". "Multidão". "O povo (?!?) nas ruas".
Algo, porém, está muito errado: essa massa não tem líder. Ninguém se ofereceu até agora para ser o verdadeiro comandante dessa tropa, que supostamente marcha em direção a um "país melhor". A turma que está nas ruas, aliás, se move por um sentimento tão ingênuo quanto estúpido, que é achar que basta tirar todos os corruptos para que tudo passe a funcionar como um toque de mágica.
Quem poderia ser o "anti Dilma"? Da oposição é que não sairia. Do PMDB, talvez.
Moro? Duvido muito, ele é um erudito. Administrar o país não é com ele - aliás, se fosse administrador, saberia que a "Mãos Limpas" limpou a Itália dos maus políticos, mas destruiu a economia a tal ponto que o povo quis Berlusconi, o corrupto-mór, no poder.
Aliás, o povo nas ruas não quer ninguém. Ou melhor, quer que todos vão embora - o que nem sempre dá no desejado pela "massa cheirosa".
Afinal de contas, na…

Para pensar

"Todos podem ver, mas poucos são os que sabem sentir... Todos vêem o que tu pareces, mas poucos o que realmente és" (Maquiavel)