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Mostrando postagens de Junho, 2013

Isso aqui é uma democracia, #Anonymous: Dilma faz o que ela pode, não o que ela quer

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Essa imagem recente postada pelo Anonymous Brasil mostra o que muitas pessoas devem estar achando do pronunciamento da presidente Dilma Rousseff: um monte de asneiras e promessas de político - o que é natural se considerarmos que a massa foi educada desde sua tenra infância a achar que ocupante de cargo público não presta, etecetera e tal.
Mas, lamento informar, ela é mentirosa.

Mentirosa porque Dilma é Presidente da República, não dona do Brasil ou imperatriz com plenos poderes. Ela não pode passar por cima do Congresso Nacional para aprovar a PEC 37 ou transformar a corrupção em crime hediondo, nem pode fazer o Renan Calheiros renunciar (a mais fácil das metas do grupo) ou coibir corrupção em obras que já estão sendo fiscalizadas à exaustão.
Mentirosa porque propõe uma ditadura da Dilma, ou do povo que foi às ruas, quando vivemos numa democracia, embora muitos nas ruas não saibam exatamente o que é isso. De forma compreensível, aliás, pois a direita brasileira não foi criada para…

“Nem teme quem te adora a própria morte” …

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Quando os numerosos cidadãos de bem diziam aos seus filhos que havia um tempo em que era permitido andar nas ruas sem ter medo do bandido, em que havia educação e saúde de qualidade, em que vagabundo era preso e ficava lá, e em que os direitos dos cidadãos de bem eram respeitados, a "turma do bem" da esquerda desdenhava, achando que a democracia seria capaz de resolver tudo. Os fatos de hoje mostraram que não é verdade. Sempre houve um caldo de raiva e de incerteza nas pessoas, que estava esperando apenas uma faísca das redes sociais para sair de casa e ganhar as ruas, contra tudo e contra todos mesmo sem saber o porquê disso. E não é verdade que o brasileiro não se incomode. Nunca foi assim, por mais que os livros de História esquerdistas digam o cotnrário. Em 30 Getúlio foi colocado de volta no poder pelos que se cansaram da República Velha dos oligarcas; depois, em 54, o povo quebrou o Rio e os opositores quando ele morreu. Em 64 os militares foram aplaudidos depois das a…

Prosa: Delitos Comuns IV

Retratos de uma traiçãoVoltava para casa, depois do longo início de noite e antes que ela se tornasse em criança levada, a criança que todos nós queríamos ter de verdade sido. Tinha os olhos cansados, sem colírios ou remédio que dessem jeito naquela ilusão de vida que levava, vida que na verdade era uma vida besta, do trabalho para casa, de casa para o trabalho, às vezes para o curso, outras para as reuniões maçantes de família ou as "happy-hours" do serviço, em que na verdade se cultiva e se cultua apenas o ato de nada fazer e de tudo fingir, como se pudéssemos encontrar verdadeiros amigos em um lugar onde todo mundo se vê para se comer vivo, ou fritar-se ... Ufa! Tinha pensado demais: já era tarde e tinha que enfrentar a volta, a tenebrosa volta para um mundo que já não era mais o seu, um mundo de aparências distantes e disformes, bem diferentes do início do seu "affair", em que a esposa bastava para lhe livrar dos sofrimentos e desgraças que o mundo insistia e…

Prosa: A Revolta do Vinagre ... e o Zé

Congestionamento. Dos brabos.

Por causa de um bando de estudantes que lutavam pelo preço da passagem, e de outros tantos bandos que, a pretexto de lutar pelos seus interesses, sairam das redes sociais para protestar, gritar, falar que alguma coisa estava errada.
Na passagem. Na Copa. No mundo.
E, no meio disso, temos o Zé. Que está no "bumba", o" "busão", voltando para casa.
E já está ficando atrapalhado com toda aquela confusão.

O Zé é um cara normal.
Com seus vinte e poucos anos, que parecem mais, olhos cansados de quem acordou cedo, e está no meio do caminho para sua casa.
Já que aquela será a primeira das duas baldeaçoes que fará na volta ao lar.
Primeiro o metrô. Depois, outro "busão".
Que o deixa mais atrapalhado do que já estaria normalmente.
,,,
O Zé fez segundo grau. 
Tentou fazer cursinho, mas desistiu.
Vai tentar de novo, inspirado pelo Prouni da dona Dilma, aquela que vaiaram lá no estádio, dia desses.
Não sabe porquê, …

Nosso Tea Party e a Bolsa Família

André Forastieri, mais uma vez, foi ótimo ao tentar explicar porque os pobres precisam do Bolsa Família - mas, para variar, sempre tem quem não entenda e não vai querer entender o porquê desse programa social.
E dá para entender muitos desses argumentos, típicos dos "pagadores de impostos" ou "eternos explorados" desse país, a classe média que, a exemplo dos "53%" do Tea Party americano, acredita piamente na versão tupiniquim do pensamento americano que diz que todos tem as mesmas oportunidades de crescimento se tiverem "educação de qualidade", ou outras soluções simplistas para a desigualdade social.
Soluções paliativas, que não passam por inverter a lógica do capitalismo, tão injusto quanto o rio que corre naturalmente para o mar, a não ser que exista uma barreira que inverta esse fluxo.
...
Eu bem gostaria de que tivéssemos emprego de sobra nos rincões desse país, e gente preparada para assumir esses trabalhos que todos acham que existe nas área…